Panamá: é urgente uma nova marca que atraia investimento

julio 14, 2015 4:26 pm Publicado por 650 Comentarios

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É impossível pensar no Panamá sem relacioná-lo com o Canal, sem dúvida, mas o país deve concentrar-se em estabelecer uma imagem que atraia não apenas os turistas e sim os investidores e clientes internacionais, concordam os especialistas.

Insistem que o Panamá necessita de uma marca para o país que agregue valor à promoção turística, que mantenha o investimento direto e posicione a oferta das empresas panamenhas nos mercados local e internacional.

Sem dúvida, para o presidente do Conselho Interamericano de Comércio e Produção(CICYP), Roberto Alfaro, o país tem muitos assuntos internos a resolver para consolidar uma marca de país como melhor lugar para se investir. Alfaro considera que todos os temas de corrupção no Panamá e a preocupação dos empresários com a segurança jurídica e a livre iniciativa não estão enviando sinais positivos aos investidores.

A isto Nadine Padrón, diretora executiva da Invivalink, empresa dedicada à criação e fortalecimento de uma marca para o país, agrega a necessidade de que o Canal do Panamá, Rubén Blades e Roberto Durán deixem de ser as referências isoladas do país no exterior.

Para os executivos da Invivalink, o Panamá deve contar com uma marca distinta que fortaleça suas vantagens competitivas para atrair o investimento estrangeiro direto, além de fortalecer setores como o logístico e o financeiro. “Uma vez apresentada e construída essa marca, ela deve falar de oportunidades de negócios, entrada de gente, geração de empregos e entrada de divisas”, disse Padrón.

Segundo Alfaro, o Panamá conseguiu plantar percepções positivas na mente dos turistas, investidores e clientes internacionais, sem dúvida, mas há muitas coisas para resolver até que nos considerem uma marca de país como melhor lugar para investir.

“Estamos andando com uma logística muito lenta, todos os Governos da área estão tratando de ganhar investimentos e estes são os mesmos pelos quais competimos também, afirmou.

Isto levando em consideração que o setor de transportes e comunicações representou 19,2% do PIB no primeiro trimestre de 2015, a intermediação financeira 7,8% e o comércio 16,3%, enquanto que hotéis e restaurantes, impulsionados principalmente pelo turismo, gerou 3,0%.

O investimento estrangeiro direto (IED) cresceu 32,2% no primeiro trimestre deste ano em comparação com igual período do ano passado.

Para Demóstenes Pérez, presidente da Associação Panamenha de Executivos da Cadeia de Abastecimento (APECA) para o setor multinacional, o Panamá é visto apenas como “um Canal” e assegura que a expansão do Canal está “na boca de todo mundo”. Não obstante, Pérez acredita que o país possa proporcionar o serviço de logística e seus valores agregados.

Por sua parte, no setor de turismo, as reclamações são evidentes. Recentemente os dirigentes dos principais grêmios ligados ao setor manifestaram sua  preocupação pela pouca promoçãoo que tem o país.

O mesmo sucede nos setores como a exportação, onde Juan Planells, presidente da Associação Panamenha de Exportadores (APEX), considera que a grande desvantagem do Panamá é sua capacidade de competir.

A esse respeito, Invivalink reiterou que está trabalhando desde o Panamá e em nível regional para conscientizar as pessoas da importância que tem a marca do país através de uma campanha de conteúdos.

Para tanto, o CICYP enxerga uma grande oportunidade no Fórum Investimento 2015, que ocorrerá no mês de outubro em Washington e em New York e que reunirá mais de 200 empresas de serviços, exportação e indústrias. “Vamos mostrar a conectividade que tem o Panamá e o grande hub que temos no aeroporto”, disse.

Acrescentou ainda que todas as reuniões através do Conselho Interamericano lograram atrair muitas empresas ao Panamá, inclusive com a instalação de 110 empresas internacionais no país.

 Panamá, entre as melhores marcas da região 2014-2015 

Apesar das deficiências apontadas em matéria de promoção logística, o Panamá apresenta alguns sucessos.

O Índice de Marca País 2014-15 da FutureBrand colocou o Panamá entre a melhores marcas da região.

O melhor classificado é Puerto Rico, 33° em nível mundial, seguido da Costa Rica (37°), Panamá (41°), Argentina (42°), seguido de Brasil, Chile, Peru, Uruguai e México em 55° e Colômbia (63°).

O estudo deixou claro que nem todos os 765 países estudados têm marcas que possam ser classificadas como verdadeiras marcas de país.

De fato, apenas 22 cumprem com os critérios para sê-lo e como resultado têm uma vantagem competitiva mensurável.

Fonte:  www.estrategiaynegocios.net/

 


Ernesto Chong de León, Ernesto Emilio Chong Coronado

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