Panamá-Pacífico, “o laboratório das boas práticas”

julio 28, 2015 4:42 pm Publicado por 787 Comentarios

 

 

Panamá Pacífico

A área especial cumpre hoje onze anos desde seu estabelecimento como lugar de desenvolvimento comercial e logístico.

 

Transcorreu mais de uma década da promulgação da Lei 41 de 2014 que criou um regime para o estabelecimento e operação da Área Econômica Especial Panamá-Pacífico. Ao mesmo tempo se instaurou uma entidade autônoma do Estado denominada Agência Panamá-Pacífico (APP) que, através de uma aliança público-privada, se encarrega de desenvolver o local por 40 anos.

 

O projeto, tocado em uma área de 1.400 hectares do que foram as antigas bases militares de Howard, logrou avanços significativos e o reconhecimento internacional como iniciativa de desenvolvimento de uso misto, uma plataforma mundial para atividades comerciais, industriais e logísticas.

 

Este reconhecimento, nas palavras de Henry Kardonski, gerente geral da London & Regional Panamá, deve-se aos resultados “que se vêem refletidos na economia nacional”. A firma britânica foi eleita em 2007, após um período de consultas, como desenvolvedor principal desta área econômica especial.

 

Em relação ao projeto, Panamá-Pacífico superou as expectativas, afirmou Leo González, administrador da APP por parte do Governo Nacional. Tanto assim que firmas multinacionais, sedes globais e regionais elegeram a área para tocar suas operações. Já são mais de 230 empresa estabelecidas no local.

 

VISÃO E COMPROMISSO

 

No entender de Kardonski, os onze anos do projeto são o ponto de partida de uma visão que passou por uma série de processos, o resultado de uma análise da situação territorial do país e de outros fatores que demonstraram haver uma grande oportunidade.

 

“Se esse método fosse aplicado a outros projetos as coisas iriam bem neste país, ou ao menos iriam em um bom caminho”, avaliou.

 

Igualmente, González reconhece os acertos de Panamá-Pacífico, mas considera que ainda há muito trabalho para ser feito. “Um dos compromissos que temos como Estado é educar a população sobre o que ela possui e ao setor comercial sobre o produto exportável que significa esta área especial”, comentou.

 

Reconhece que há falhas no setor logístico, como alguns afirmam, mas crê que tudo advém do entendimento que houve por um par de anos de que a logística limitava-se apenas à parte marítima.

 

“Hoje o comércio em geral já entendeu que o Panamá é muito mais que um caminho interoceânico”, afirmou.

 

AVANÇOS

 

De acordo com uma licitação internacional a London & Regional planejava investir à época US$ 405 milhões. Sem dúvida a firma britânica foi muito além e acabou por fazer um investimento bem maior que aquele, de um total de US$ 705 milhões estabelecidos como compromisso de desenvolvedor.

 

As três áreas que seguem adiante no complexo comercial, são a industrial, a comercial e a residencial.

 

A industrial e logística é a área mais desenvolvida, com cerca de 40% de avanço em relação ao programa.

 

“Havia um vazio regional suplicando por instalações logísticas”, indicou Kardonski.

 

Quanto à área comercial, com os investimentos incentivados pela agência, o avanço foi de aproximadamente 15%.

 

DE 250.000 metros quadrados destinados à área comercial, apenas 45.000 foram desenvolvidos, segundo o desenvolvedor.

 

Por outro lado a área residencial mantém o ritmo acordado, cerca de 10% de acordo com o plano-piloto que possibilita a construção até de 20.000 unidades residenciais, do que desenvolveram-se mil  que representam entre 5 e 10% de avanço. “É um laboratório de boas práticas”, disse Kardonski.

 

APORTE NA ECONOMIA

 

A agência destacou que apenas em 2014 foram aportados no PIB do país cerca de US$ 961 milhões.

 

Desta quantia se destacam US$ 30,4 milhões de efeito induzido, US$ 591,1 milhões de impacto direto e outros US$ 339,4 milhões de impacto indireto.

 

“Não é uma quantia acumulada, mas a radiografia de um ano”, disse o gerente da London & Regional Panamá.

 

Por seu turno, o administrador González afirma que “sob qualquer ângulo o projeto é exitoso, benéfico e gerou áreas de emprego de qualidade” para os panamenhos.

 

Segundo dados da agência, o projeto já empregou mais de 15.000 pessoas.

 

Os empregos diretos somam 8.920 postos e 6.211 são os indiretos.

 

“Panamá-Pacífico é um exemplo de projeto de Estado, criado com visão de largo prazo”, apontou González.

 

No projeto também se percebe o investimento estrangeiro de diferentes regiões do mundo, com a chegada de multinacionais de grande prestígio que estabeleceram suas operações no istmo.

 

Tanto a América Latina quanto a Europa compartem cerca de 31% dos investimentos no Panamá-Pacífico, seguidos pelos Estados Unidos com 29%.

 

Ásia, Austrália e Canadá investiram na área econômica especial cerca de 5 e 4% respectivamente.

 

65% dos investimentos da Área Econômica Especial Panamá-Pacífico advém do estrangeiro.

 

Fonte: http://laestrella.com.pa/

 

Ernesto Chong de León, Ernesto Emilio Chong Coronado

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Esta entrada fue escrita porWebmaster PMC Asset Management

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