Panamá deve proteger seus investidores

mayo 16, 2016 1:17 pm Publicado por 2.025 Comentarios

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 O princípio da transparência, estabilidade institucional e  segurança jurídica serão fundamentais para o Panamá manter a confiança de seus investidores nacionais e internacionais, assim afirmou o Presidente do Conselho Nacional das Empresas Privadas (CONEP), Julio De La Lastra.

Ele reafirmou a necessidade que tem o país de reforçar a imagem que projeta internacionalmente, ao referir-se aos escândalos dos quais Panamá tem sido objeto nos últimos meses.

Para tanto, o economista Juan Jované também recordou que o crescimento econômico do país responde em grande medida pelo ingresso de capital externo, que nos últimos anos representou entre 11% e 12% do PIB.

Estudos econômicos da região têm colocado o Panamá como a economia que mais cresceu na América Latina, alcançando um rítmo superior a 6% e cerca de 5,8% em 2015, além de liderar a região no que tange a investimentos estrangeiros diretos.

Segundo dados do MEF, a inversão direta estrangeira aumentou  US$ 5.038 milhões e 600 mil em 2015, superando 2014 quando foi estimado em US$ 4.309 milhões e 400 mil.

Somente no ano de 2014, 25% do investimento no país foi de estrangeiros e espera-se que, com a abertura do Canal Ampliado continue crescendo em 2016.

A maior parte destes investimentos é ganho dos investidores que foi reinvestido no país, estimam as autoridades.

Igualmente, em 2015 o Panamá transferiu ganhos aos investidores estrangeiros da ordem de US$ 3.801 milhões e 900 mil e o restante foi reinvestido no país.

Em junho de 2014, o Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI) também incluiu Panamá em sua lista negra assim que a missão do FMI detectou deficiências no cumprimento das 40 recomendações da luta contra a lavagem de dinheiro.

Além de comprometer a imagem, essa sinalização internacional custou ao país o cancelamento de mais de 20 relações de correspondentes bancários e a redução das linhas que se mantiveram e seu encarecimento.

Não obstante, na sessão plenária do GAFI celebrada em fevereiro em Paris, França, se aprovou a saída do Panamá da lista negra do organismo.

Diante disso, De La Lastra sustenta que qualquer escândalo que comprometa a plataforma financeira e de serviços do país poderá gerar temor e confusão entre os investidores.

Para Jované, a situação poderá ser pior se casos como o da firma de advogados Mossak Fonseca e as sinalizações que faz o Departamento do Escritório do Tesouro de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos Estados Unidos sobre o Grupo Waked afetem o sistema bancário.

Segundo o economista, o fato dos bancos correspondentes romperem relações com os bancos locais, ou menos investidores estarem dispostos a desenvolver projetos no país, automaticamente repercutiria nas atividades econômicas e na geração de empregos.

De acordo com dados da Controladoria Geral da República, entre 2011 e 2015 o investimento estrangeiro direto se concentrou em atividades como os comércios atacadista e varejista, com montantes superiores aos US$ 1.200 milhões e as atividades financeira e de seguros com mais de US$ 702 milhões 984 mil.

Para o Presidente do CONEP isto é suficiente para que o Estado busque uma forma de garantir segurança e certeza aos investidores de que seus fundos estarão protegidos.

“O Estado deve garantir que os empresários confiem que operam em um país com grande potencial de crescimento e um dos melhores modelos econômicos da região”, pontuou.

Ações do Governo 

Ainda que experts afirmem que Panamá deva ser mais enérgico na defesa da imagem do país, as autoridades sustentam suas ações.

A esse respeito, o Vice-Ministro de Economia, Iván Zarak, afirmou que Panamá ataca frontalmente o assunto e que medidas responsáveis têm sido tomadas para assegurar a continuidade de investidores e que não haja um freio na economia em razão de escândalos.

Fonte: http://www.panamaamerica.com.pa/

 

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