Espanhóis prevêem investir mais na ibero-américa apesar da crise

marzo 9, 2016 2:49 pm Publicado por 783 Comentarios

Vista de la sede de BBVA en Ciudad de México.

As empresas consideram México, Panamá e Colômbia os países mais atraentes 

O recuo das economias ibero-americanas, que segundo o FMI terminarão 2016 com uma recessão de 0,2%, não está fazendo mudar radicalmente a estratégia das empresas espanholas. Um relatório que a IE Business School apresentou nesta segunda-feira, em que 66 empresas foram consultadas, indica que 77% delas aumentará seus investimentos na região apesar da piora dessas economias.

Os analistas do Instituto de Empresas elaboraram o estudo com base em uma mostra que compreende tanto as grandes empresas (como BBVA, Telefônica, Iberdrola e Deoleo, entre outras) como as pequenas. O estudo, que chega à sua nona edição, indica ainda que 17% dessas firmas manterá inalterados seus investimentos e que apenas 6% estarão reduzindo-os.

O documento destaca que os empresários espanhóis consideram o México, o Panamá e a Colômbia como países com um entorno econômico mais favorável, enquanto que Argentina, Brasil e Venezuela são os menos valorizados. Enquanto “não surpreende a avaliação positiva do México pelo tamanho de seu mercado interno e por sua função de porta de entrada para os EUA”, explica Juan Carlos Martínez Lázaro, o investigador que dirigiu o relatório, “chama a atenção um aumento tão elevado da desconfiança a respeito do Brasil, que no ano passado estava entre os países mais atraentes. Não se deve só aos problemas econômicos (o gigante da região encolheu 4,5% em 2015), mas também aos entraves que as empresas, sobretudo as pequenas, têm que enfrentar para assentar seu negócio”.

As perspectivas sobre a Argentina, ao contrário, têm melhorado levemente, “provavelmente devido às expectativas despertadas pela nova administração (em novembro passado Mauricio Macri acabou com 12 anos de kirchnerismo)”, dispõe o informe. Também aumentam os investimentos nos países caribenhos, em especial na República Dominicana, Costa Rica e Cuba.

As variáveis que mais preocupam as empresas espanholas são a desaceleração econômica (sobretudo no Brasil, Colômbia e Peru), a flutuação da moeda local frente ao euro (na Argentina, Brasil e Colômbia) e a estabilidade política, que tem a ver sobretudo com o Brasil e as dificuldades por que passa o (des)governo de Dilma Roussef.

Martínez Lázaro insiste que “ainda que a ibero-américa siga sendo uma região chave para a internacionalização das empresas, já não é mais o destino estelar dos fluxos do capital espanhol como até pouco tempo. As firmas agora miram com muito mais interesse os EUA e o Canadá e os demais países da União Européia” e aponta que “a assinatura pendente é a expansão rumo à Ásia”.

Diante disso, o informe indica que 55% apostará no crescimento orgânico de suas operações na América Latina – enquanto apenas 6% prevê levar a cabo aquisições na região – e 52% das firmas pesquisadas entende que nos próximos três anos o peso de seus negócios na América Latina será maior que o de suas atividades na Espanha. Esse percentual reduziu-se nos últimos anos, já que em 2013 as empresas que previam um aumento de seu volume de negócios na ibero-américa maior que na Espanha era de 81%.

Fonte: http://economia.elpais.com/

Categorizado en:

Esta entrada fue escrita porWebmaster PMC Asset Management

783 comentarios

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada.