Queda da Bolsa da China: prós e contras no Panamá

agosto 26, 2015 12:59 pm Publicado por 376 Comentarios

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Para o Panamá, a China é um mercado muito importante porque daí sai a maioria das mercadorias importadas e re-exportadas na Zona Franca de Colón, além de ser o sócio número dois do Canal do Panamá.

A segunda-feira 24 de agosto foi “negra” para as bolsas internacionais. Tanto Wall Street, em New York/USA, quanto nas principais bolsas de valores da Europa, Ásia, a de Sidney, Australia, assim como várias da América Latina, tiveram um dia bastante pesado.

Também na terça-feira os resultados não foram muito diferentes já que de vermelho se pintaram os resultados das principais bolsas de valores.

Havia muita incerteza devido à desvalorização do yuan – moeda da China – que nesta terça-feira foi cotada em US$ 0,15 (16:00h) repercutindo no prêço do petróleo que fechou a jornada em US$ 39, seu nível mais baixo em seis anos.

Para o ministro da Economia e Finanças, Dulcidio De La Guardia, isto poderia trazer um efeito porque a China é uma forte parceira comercial. “Compramos e vendemos a China, sobretudo na parte logística, porque é uma de nossas principais usuárias”, detalhou o ministro.

Em que pesem as incertezas que há não somente no Panamá, mas nos mercados internacionais, há outros efeitos podem ser benéficos no curto prazo.

Outros efeitos 

Para os economistas Adolfo Quintero e Rolando Gordón, um efeito possível é os compradores poderem adquirir artigos a custo menor.

“Haverá um excesso de produtos oferecidos no mercado e isso pode levar os prêços para baixo”, apontou Quintero acrescentando que como o Panamá trabalha com dólar, que agora está forte, as compras barateiam no país asiático e isso pode trazer um efeito inverso.

Gordón sustenta que se o dólar segue fortalecido, custará mais comprar os produtos panamenhos e tampouco a China importaria grandes quantidades de matéria como faz agora.

“Passariam menos barcos chineses”, sustentou Gordón.

Assim entende a consultora Irene Gimenez da Goethals Consulting, que aponta para a possibilidade de queda no intercâmbio comercial e o efeito seria visto no Canal.

“É possível que a valorização do dólar em relação às outras moedas faça com que produtos e serviços dos país tendam a ser um pouco mais caros”, sustenta o especialista.

Outro setor que poderia ser afetado internacionalmente é o turismo, visto que às pessoas custaria mais vir ao Panamá.

Neste sentido Gimenez disse que a chave nesses momentos é os empresários ser mais competitivos e apostar na qualidade.

Gordón acrescentou, por sua parte, que com a queda do petróleo era possível esperar que o custo da gasolina fosse diminuir nos próximos meses.

Fonte: http://www.tvn-2.com/

Ernesto Chong de León, Ernesto Emilio Chong Coronado

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