Centro Internacional Bancário do Panamá, “Evolução e competitividade”

junio 17, 2015 2:16 pm Publicado por 701 Comentarios

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O Centro Internacional Bancário é um dos mais influentes da região, sempre trabalhando com transparência e com todas a regulamentação legal conforme os princípios da Basiléia.

O Panamá possui uma economia de serviços com um PIB correspondente a cerca de 80% das exportações e 92% dos serviços que majoritariamente decorrem das atividades do Canal do Panamá, do turismo, dos serviços financeiros e do transporte, além de outros menos expressivos.

O Centro Bancário Internacional (CBI) foi criado com a primeira lei bancária, através do Decreto de Gabinete n° 238 de 2 de julho de 1970. Foi então criada a Comissão Bancária Nacional como entidade reguladora. Em 1970 havia um total de 21 bancos e ativos da ordem de US$ 898,000,000.00 (oitocentos e noventa e oito milhões de dólares). Após um crescimento vertiginoso, em 1982 já subia a 125 o número de bancos e os ativos alcançavam US$ 49,000,000,000.00 (quarenta e nove bilhões de dólares). Ao longo das últimas quatro décadas o setor tem sido um importante pilar da economia panamenha, representando de 8% a 10% do PIB. Hoje o setor evoluiu e exibe sua robustez através de 91 bancos que geram 23.000 (vinte e três mil) postos de trabalho que mantém ativos da ordem de US$ 108,189,000,000.00 (cento e oito bilhões e cento e oitenta e nove milhões de dólares) e representam 10% do PIB. Cabe ainda mencionar que com a crise política de 1989 houve uma significativa redução no número de bancos, embora mais tarde tenha havido uma notável recuperação deste cenário.

Atualmente sabe-se que o sistema Financeiro do Panamá é bastante estável no tocante às taxa de juros oferecidas, nível de preços, fluxos financeiros e transações bancarias, entre outros indicadores, facilitando o comércio internacional.

O setor teve grande influência na Zona Livre de Colón, uma vez que oferece crédito ágil e abundante a seus empresários e tornando-os competitivos na região e complementando a competência que lhes conferem os serviços de logística e a cadeia de abastecimento que se desenvolve no país.

O sistema bancário apresenta índices de liquidez e solidez bem acima do que exige a lei bancaria e, além disso, o Sistema Bancário do Panamá comunicou que “não há qualquer entidade que apresente risco sistêmico ou que implique em sinais de instabilidade financeira” no encerramento do exercício de 2014.

Nos últimos cinco anos, a liquidez do SBN tem apresentado os seguintes percentuais: 65,38%, 66,59%, 64,70%, 61,00% e 58,63%.

En los últimos cinco años, la liquidez del SBN ha tenido el siguiente comportamiento: 65.38%, 66.59%, 64.70%, 61.00% y 58.63%.

Por sua vez, indicadores internacionais como o Coeficiente de Cobertura de Liquidez (LCR) da Basiléia III introduzem, a partir de janeiro de 2015, uma cobertura mínima de 60% e doravante este coeficiente será acrescido de 10% a cada ano até que sejam atingidos os 100% em 1 de janeiro de 2019.

O objetivo do LCR é promover, a curto prazo, a resistência do perfil de risco de liquidez dos bancos. Assim, o LCR garante que os bancos tenham um fundo adequado de Ativos Líquidos de Alta Qualidade (HQLA) e livre de encargos, que podem ser convertidos imediatamente em efetivo nos mercados privados afim de cobrir suas necessidades de liquidez em um cenário de problemas desta ordem por trinta dias corridos. O LCR irá melhorar a capacidade do setor bancário de absorção das perturbações oriundas de tensões financeiras ou econômicas de qualquer ordem, reduzindo assim o risco de contagio da economia geral pelo setor.

O CBI tem relevância na região e demonstra que, em nível de competitividade, o Panamá se mantém no Índice Global de Competitividade do Fôro Econômico Mundial (2014-2015) e no Pilar: Sofisticação do Mercado Financeiro, em que se posiciona como 22 dentre 144 países.

O país demonstrou uma vantagem competitiva na maioria dos indicadores avaliados. Sem dúvida, em comparação com a avaliação anterior, todos os indicadores perderam posição. O único que apresentou melhora foi o Índice de Direitos Legais, que subiu quatro posições (Ver: Índice de Competitividade).

Todas as vantagens já mencionadas podem ser atribuídas à solidez do sistema bancário, à sua eficiência e agilidade de processos, ao acesso a crédito farto, à segurança do sistema bancário, á sua estabilidade e . sobretudo, à boa qualificação de risco do país pelas agências internacionais. Além do mais, o país conta com bancos de procedência internacional que operam diretamente com outros países da região, fazendo com que o país seja ainda mais competitivo.

O Panamá conta com 51% de ativos locais e 49% em ativos estrangeiros, em especial depósitos e créditos estrangeiros.

A Basiléia III diz respeito a uma série de acordos e propostas de reforma do regimento bancário que foram publicadas a partir de 16 de dezembro de 2010 e definidas para fortalecer o sistema financeiro internacional diante da crise das hipotecas sub-prime dos EUA.

A implementação das normas da Basiléia III deve ser feita pelo agente regulador com coerência e adaptada à realidade do mercado panamenho. Ademais, é preciso realçar que os níveis de capital e liquidez do CBI estão acima do padrão estabelecido pela Superintendência de Bancos.

Segundo Fábio Riaño, da Associação Bancária do Panamá, ao apresentar “O Sistema Bancário do Panamá frente ao marco da Basiléia III”, os maiores desafios do setor deveriam recair sobre os ativos de alta qualidade com rentabilidade estabelecida e sobre os planos de contingenciamento para momentos de crise.

Para concluir, um sistema forte e resistente é a base para um crescimento econômico sustentável, já que os bancos são elementos cruciais no processo de intermediação creditícia entre poupadores e investidores. Ressalte-se também que os bancos proporcionam serviços críticos aos clientes particulares, às pequenas e médias empresas, às grandes corporações e a governos, sendo todos dependentes destes serviços para levar a cabo suas atividades diárias dentro e fora do país.

Fonte: Analista do Centro Nacional de Competitividade

Ernesto Chong de León, Ernesto Emilio Chong Coronado

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