3.177 MW de licenças para energia solar e eólica  

julio 24, 2015 3:56 pm Publicado por 2.211 Comentarios

Eólico

A Autoridade Nacional de Serviços Públicos (ASEP) aprovou e tem em tramitação licenças para centrais de geração fotovoltaica (solar) e eólica para 3.177 megawatts.

Isto representa mais de duas vezes a demanda de energia do país, que atualmente está em torno de 600 megawatts segundo registros do Centro Nacional de Despacho da Empresa de Transmissão Elétrica (ETESA).

O boom para construir essas plantas de energia renovável obedece em parte à diminuição no custo dos equipamentos, aos benefícios fiscais que recebem e ao fato de ser a cada dia mais difícil construir hidroelétricas por conta da resistência de algumas comunidades e dos ecologistas.

Há 772 megawatts de licenças definitivas outorgadas pela ASEP para a geração eólica e 1.191 megawatts em tramitação solicitadas por diferentes empresas e sociedades.

Para centrais fotovoltaicas ou de energia solar, a entidade reguladora já aprovou 328 megawatts em licenças definitivas e 885 megawatts em licenças provisórias.

Do total de projetos aprovados, há cerca de 100 megawatts que estão em construção e que se incorporarão à rede em breve.

Diferentemente das plantas hidroelétricas e térmicas, que em geral são construídas com mais de 100 megawatts de capacidade, as eólicas e solares são em sua maioria plantas menores, de 10 megawatts, para fazerem jus a incentivos.

Diante deste auge, a ETESA solicitou à ASEP que suspendesse temporariamente a outorga de novas licenças para fazer um estudo que determine de que forma se unirão ao sistema as novas plantas.

O que se busca é evitar que quando as plantas sejam incorporadas à rede possam gerar instabilidade ou flutuações que afetem o restante da linha, explicou o gerente da ETESA, Iván Barría.

Muitas plantas pequenas estavam sendo instaladas diretamente na rede de distribuição, acentuando o problema de flutuação, disse.

O estudo deve tomar aproximadamente dois meses e a partir daí se determinará o mecanismo a ser seguido para conectar as plantas solares e eólica à rede.

Isto ocorre em meio à crise gerada pela diminuição das chuvas em razão do fenômeno El Niño, que afeta o nível dos reservatórios do Canal e das hidroelétricas.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias do Panamá, Ricardo Sotelo, este é um problema operacional que se pode solucionar. Ele afirmou que o Panamá tem uma boa matriz energética, mas tomou a precaução de, no momento de contratar eólicas, obrigar essas empresas a produzir potência estável.

Fonte: http://www.prensa.com/

Ernesto Chong de León, Ernesto Emilio Chong Coronado

Categorizado en:

Esta entrada fue escrita porWebmaster PMC Asset Management

2.211 comentarios