Colômbia acatará decisão da OMC sobre o Panamá

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A respeito da decisão, o Governo da Colômbia prorrogou até 1º de novembro deste ano a tabela tarifária para proteger-se do comércio ilícito.

Colômbia acatará a decisão da Organização Mundial de Comércio (OMC) que ordenou a retirada da tabela que aplica aos têxteis e calçados do Panamá, mas pode pedir um árbitro para que o organismo estabeleça o tempo em que se deve cumprir a medida, assegurou hoje a chanceler María Ángela Holguín.

“Nós vamos cumprir a decisão, se bem que vai  ser complexo para nossa indústria. A OMC dá entre três e seis meses para a Colômbia tomar as ações que interrompam o que causou o problema e uma medida adicional, que é um árbitro que estude o caso e diz ao país em quanto tempo deveria retirar essa medida”, esclareceu a chanceler colombiana à imprensa.

Colômbia, em 2012, começou a aplicar a tarifa  de 10% aos calçados e têxteis provenientes da Zona Livre de Colón (ZLC) e uma taxa de 5 dólares por container com o argumento de que busca evitar o contrabando e a lavagem de dinheiro.

En junho passado a OMC ratificou uma decisão a favor do Panamá em que declarou que o imposto colombiano “viola os níveis tarifários comprometidos pelo país em março no Acordo de Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT)”.

“Podemos seguir conversando para que entre os dois países se chegue a uma decisão ou será solicitado à OMC um árbitro que nos diga quanto tempo se dará ao país para retirar esta medida”, precisou Holguín.

Após a decisão, o Governo da Colômbia prorrogou até 1º de novembro deste ano a tarifa para proteger-se do comércio ilícito.

Por sua parte, o Presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, manifestou ontem que espera que “Colômbia, de uma vez por todas, aceite a decisão” da OMC que declarou a tarifa ilegal.

 

 

 



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