Glossário

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A

(A)

ABS (Asset Backed Securities)

Mecanismo financeiro que consiste na conversão de certos ativos em títulos de renda fixa negociáveis em um mercado secundário de valores. Consiste em agrupar uma série de ativos (hipotecas sub-prime, por exemplo) em um fundo com a finalidade de emitir títulos do mesmo e colocá-los entre os investidores.

Ação (share, stock)

Parte alíquota do capital social de uma sociedade mercantil; pode ser nominativa ou ao portador e estar total ou parcialmente desembolsada. Classificam-se segundo os direitos que outorgam e seu valor nominal. Em geral, dá direito a uma parte proporcional na distribuição de benefícios e a uma quota da liquidação se a sociedade se dissolve. Também dá direito preferencial na subscrição de novas ações e direito de voto nas Assembléias Gerais.

Ativos ponderados por risco (Risck-weighted assets)

Com a finalidade de acompanhar a qualidade dos ativos das instituições financeiras, as leis e acordos internacionais dispõem que os ativos e créditos contingentes de um banco devem ser classificados em categorias e ponderados por risco.

Acordo de liquidação de valores (Securities settlement agreement)

São acordos e procedimentos quem têm por objetivo principal a confirmação, compensação e liquidação das operações com valores em que intervenham, no mínimo, três entidades.

Acordo de recompra, “repo” (Repurchase agreement, repo)

Transação pela qual uma instituição financeira adquire (ou proporciona) efetivo imediato vendendo (ou recomprando) um instrumento financeiro já existente, com o acordo simultâneo de reverter a transação a um preço determinado em uma data estabelecida. Existem várias classes de acordo de recompra: de um dia para o outro (“overnight repo”), ao término (“term repo”), aberto (“open repo”) e flexível (“flex repo”).

Acordo reverso de recompra (Reverse repurchase agreement)

Consiste em uma transação pela qual uma instituição financeira absorve ou retira liquidez mediante a venda de um instrumento financeiro já existente, como um título (Bond) ou uma dívida, com um acordo simultâneo de reverter a transação a um preço determinado em uma data estabelecida. Esta operação tem o efeito inverso aos acordos de recompra, pelos quais se injeta liquidez para logo após retirar.

Agências Classificadoras de Risco (Risk rating agencies)

Empresa especializada que classifica os títulos de dívida no mercado levando em conta a capacidade e a vontade de honrá-los. A classificação determina os graus: de investimento ou de especulação. Além do mais, opina sobre a perspectiva, que pode ser positiva, estável ou negativa. Entre as classificadoras mais importantes estão: Standard and Poor’s, Moody’s e Fitch Ratings.

American Depository Receipt (ADR)

É um certificado de valor emitido por um banco dos Estados Unidos da América que representa a propriedade de um número de ações de uma companhia estrangeira. Este certificado pode ser transacionado e quotizado nos mercados de valores dos Estados Unidos da América e podem ser colocados em oferta pública ou privada. Quando colocado e transacionado em vários mercados denomina-se Global Depository Receipt (GDR).

American Depository Shares (ADS)

Valores emitidos por um banco dos Estados Unidos da América que representa o direito sobre ações de uma companhia estrangeira. A evidência é um certificado físico.

Amortização (Amortization Repayment)

Financeiramente é o reembolso do principal dos empréstimos.

Anti-dumping

Conjunto de medidas de proteção adaptadas pelos Estados para proteger a indústria nacional afetada pela prática de “dumping” (ver definição) por parte de empresas estrangeiras.

Alavancagem (Leverage)

Relação entre capital próprio e crédito investido em uma operação financeira. Ao reduzir o capital inicial que é necessário aportar, aumenta a rentabilidade obtida. O incremento da alavancagem também aumenta os riscos da operação, pois indica menor flexibilidade ou maior exposição à insolvência ou incapacidade de honrar pagamentos.

 

Apreciação (Appreciation)

Aumento de valor de bens e títulos. Também entende-se como o aumento de valor de uma moeda em comparação com outras.

Tarifa (Tariff)

Também conhecida como alíquota, consiste nos direitos monetários que gravam as mercadorias importadas por um país.

Arrendamento financeiro (Leasing, do inglês “to lease”, arrendar ou alugar)

Tipo de operação financeira a médio ou longo prazo que consiste em uma empresa (sociedade de leasing), proprietária de bens, ceder a outra (arrendatário) o seu uso por tempo determinado e por um preço distribuído em quotas periódicas. Ao fim do prazo estabelecido o arrendatário pode adquirir o bem por um valor residual estipulado.

 

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(B)

Balanço Geral (Balance sheet)

Estado financeiro que mostra, em uma data determinada, os bens, os investimentos e direitos que possuem as empresas, assim como suas fontes de financiamento, incluído o resultado econômico do período.

Banco eletrônico (Eletronic banking)

Prestação de serviços financeiros ao cliente através de equipamentos de informática de forma que seja possível realizar transações bancárias em tempo real.

Bancos Offshore (Offshore banks)

Centros financeiros regulados que oferecem vantagens financeiras e tributárias; entre os principais centros bancários offshore estão Gran Cayman, Hong Kong, Líbano, Nassau, Panamá, Singapura e outros.

Banco virtual (Virtual banking)

Entende-se por banco virtual os dispositivos utilizados para realizar operações através de meios distintos do guichê de um banco ou caixa automático, como é o caso da Internet, do atendimento telefônico ou por software que o banco ofereça ao seu cliente.

Banco Correspondente (Correspondent bank) ou Correspondente bancário

Banco que atua como depositário de outro banco radicado em praça distinta, a quem se encomenda determinadas operações em representação de seu mandante. Organização financeira ou bancária conectada continuamente com outro banco em uma praça ou área geográfica diferente e que atua como agente deste último.

 

 

Banco de Investimento (Investment bank ou Merchant bank)

Instituição financeira que se especializa em prover serviços financeiros, como assessoramento em fusões e aquisições (“mergers”), câmbio de divisas e administração de portfólio. Diferentemente do banco comercial, o banco de investimento não é especializado na outorga de empréstimos de seus próprios fundos. Freqüentemente serve de agente e avalista (“underwriter”) de novas emissões de valores e, como integrante de um sindicato, redistribui a emissão aos investidores.

Banco Inter-Americano de Desenvolvimento – BID (Inter-American Development Bank – IDB)

Instituição financeira internacional estabelecida em Dezembro de 1959 para promover o desenvolvimento econômico e social da América Latina e do Caribe através do financiamento de projetos do setor público com ênfase na produção (agrícola e industrial), infra-estrutura física (transporte e energia) e social (saúde, educação e desenvolvimento urbano).

Banco Mundial (World Bank)

O Banco Mundial é uma rede das maiores instituições de assistência para o desenvolvimento e trabalha em mais de 100 economias em desenvolvimento. Estabeleceu-se em 1944 em Brenton Woods e tem sua sede principal em Washington. Empresta diretamente a Governos ou a terceiros com o aval daqueles. Seu propósito é incentivar o investimento privado com empréstimos de seus próprios recursos. O banco financia-se com a contribuição de seus membros – proporcionalmente à participação de cada um deles no mercado mundial – e através da oferta de títulos.

Barreiras Comerciais (Trade barriers)

Medidas protecionistas utilizadas pelos Governos para evitar ou limitar que alguns bens e serviços sejam intercambiados entre diferentes países. Por exemplo, custos de transporte, alíquotas, quotas de importação, entre outros.

Barreiras Fiscais (Barriers)

Barreiras para o comércio derivadas dos impostos, como o imposto sobre valor agregado ou os direitos aduaneiros.

Base Tributária (Tax base)

Número de pessoas físicas ou jurídicas obrigadas ao cumprimento de obrigações tributárias. Pode também definir-se como base impositiva, quer dizer, a quantia sobre a qual se grava um imposto.

Bens de Capital (Capital goods)

Denominação que recebem os bens, como máquinas e equipamentos, que são necessários no processo produtivo para a fabricação de outros bens e que geralmente não se transformam ou se esgotam. No caso do comércio exterior, corresponde a uma rubrica da Classificação por Uso ou Destino Econômico (CUODE) para as importações. Termo aplicado comumente aos ativos fixos.

Bens de Consumo (Consumer goods)

Bens ou serviços geralmente destinados ao consumo final, não a um processo produtivo.

Bens e serviços (Goods and services)

Em contas fiscais, compreende o gasto em bens que não incrementam o patrimônio do Estado, assim como os serviços não pessoais, prestados por pessoas jurídicas ou físicas, sem existir relação trabalhista direta com o Estado.

Bilhetes e moedas em circulação (Currency in circulation)

Saldo de notas e moedas de curso legal (fora do Banco Central) e que se encontra em poder do público e das entidades do sistema financeiro. Forma o passivo do Balanço do Banco Central.

(Billón=Trillion nos EUA, Billion no UK). Nos Estados Unidos e em outros países anglo-saxônicos, “billion” corresponde a mil milhões.

Bloomberg Bloomberg LP Limited Partnership

Companhia dos Estados Unidos que fornece informação e análise do mercado de capitais através de software financeiro, reportes, dados, notícias e plataformas de comércio para as empresas financeiras e organizações de todo o mundo.

Bolsa de Valores (Stock Exchange)

 Mercado organizado no qual são negociadas publicamente a compra e a venda de títulos de renda fixa e variável (ações, obrigações, etc.), bens, matérias primas (insumos), etc. As bolsas facilitam e regulam os câmbios comerciais e oferecem um magnífico meio para conhecer as condições do mercado. Os bens que são negociados em bolsa devem reunir as características de padronização, fungibilidade e abundância para que sejam negociadas com fluidez.

Bond

Título emitido por um mutuário (aquele que pede emprestado) que obriga o emissor a realizar pagamentos específicos em um período determinado e reconhecendo uma taxa de juros implícita. O pagamento dos juros pode ser efetuado de forma semestral ou anual. Os emissores podem ser Governos, Municípios e entidades corporativas. Os títulos (bonds) que têm um vencimento menor que 5 anos são denominados de curto prazo, entre 6 e 15 anos de médio prazo e com mais de 15 anos, de longo prazo.

Bond corporativo (Corporate Bond)

Obrigação emitida por uma empresa para captar fundos que permitam financiar suas operações e projetos. Os títulos (bonds) são emitidos com um valor nominal que será pago ao proprietário na data do vencimento (resgate). O total do título incorpora juros que podem ser pagos integralmente no vencimento ou em quotas periódicas (cupons ou dividendos).

Bond cupom zero (Zero coupon bond)

Títulos que não pagam juros e que é vendido com desconto. Em geral, emite-se a longo prazo e o principal é pago no vencimento. Seu uso é muito freqüente na reestruturação de dívidas cuja recuperação é difícil de obter, goza de benefícios tributários. Em um acordo de redução de dívida do tipo “Plan Brady”, em geral a garantia se dá com esses títulos.

Bond do Tesouro (Treasury Bond)

Título público de médio e longo prazo emitido para financiar operações do Governo.

Bond Soberano (Sovereign Bond)

Título emitido por um Governo. Seu rendimento é uma aproximação do risco país que lhe o mercado atribui ao emissor.

Bond Subordinado (Subordinate Bond)

Título cujo pagamento está condicionado ao pagamento de outras dívidas.

Bond de Juros Flutuantes (Floating rate note – FRN)

Modalidade de título com dividendos variáveis no qual a taxa de juros geralmente é estipulada na forma de “spread” sobre uma taxa de referência do mercado (LIBOR ou a taxa dos fundos federais). O “spread” se mantém constante. Título de dívida com um vencimento entre 5 e 7 anos, cuja taxa de juros se ajusta a cada 6 meses de acordo com as condições do mercado.

Bonds mobiliários ou titulados (Securitization bonds)

São valores negociáveis de renda fixa com rendimento explícito emitidos como resultado da transformação de um grupo de ativos de uma empresa em um patrimônio autônomo para respaldar esses títulos (titulação).

Bonds hipotecários (Mortgage-backed bonds)

Títulos (obrigações) respaldados por hipoteca sobre determinados bens.

Bodega de custódia (Custody vault)

É um recinto ou espaço fisicamente delimitado, dentro de um cofre, que uma empresa do sistema financeiro mantém em suas próprias instalações ou em uma empresa de transporte, custódia e administração de numerário.

 

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(C)

Caixa (Cash)

Em um sentido mais amplo, faz referência à liquidez ou ao dinheiro. Nas contas do ativo de uma organização, são as que contém os recursos disponíveis de imediato.

 

Classificação de Risco Creditício (Credit risk rating)

Estudo econômico-financeiro de um determinado emissor de valores que tem por objetivo analisar a solvência econômica do mesmo. A análise é realizada pelas agências de classificação e seu resultado é sintetizado em uma nota.

Cesta de consumo (Consumption basket)

Conjunto de bens e serviços adquiridos por um consumidor representativo da economia. Serve de base para a elaboração do Índice de Preços ao Consumidor.

Cesta de Moedas (Currency basket)

Conjunto de moedas de diferentes países considerado relevante para construir indicadores, o que supõe ponderações para cada moeda. Os exemplos mais comuns são os Direitos Especiais de Giro (DEG) e a cesta usada no cálculo da inflação externa.

Contrato de Troca (Swap)

Contrato em que duas companhias se apresentam uma à outra em diferentes termos (diferentes moedas, taxas de juros fixas e variáveis, entre outros), de tal forma que não seja gerada uma posição líquida de câmbio. As operações de swap em geral são de:

– Moedas

– Ativos financeiros

– Metais

Capacidade de Endividamento (Borrowing capacity)

Capacidade que tem qualquer pessoa ou entidade jurídica para adquirir recursos alheios, a um tipo de juros estipulado e fazer frente à sua devolução em um período determinado.

Capital Social (Capital)

Partida de um balanço formada pelos aportes realizados pelos sócios em uma sociedade. Um dos fatores de produção, juntamente com a terra e o trabalho, que se gera através da acumulação de riqueza.

Capitalização em Bolsa (Stock-exchange capitalization)

Valor de mercado de uma empresa inscrita na Bolsa de Valores, quer dizer, o valor da totalidade de ações em circulação a preço de mercado em uma data determinada.

Carta de Intenção (Letter of Intent)

Documento através do qual uma pessoa manifesta à outra a intenção de entrar em um acordo financeiro ou comercial.

Carteira de risco (Doubtful debt portfolio)

Categoria de classificação da carteira de créditos na qual o devedor apresenta um fluxo de caixa manifestamente insuficiente, não alcançando a cobertura de um pagamento de capital ou dos juros; apresenta uma situação financeira crítica e um nível muito alto de endividamento a ponto de ser obrigado a vender ativos de importância para a atividade desenvolvida.

Carteira de Valores (Portfolio)

Conjunto de investimentos em títulos, valores de renda fixa ou variável e outros ativos financeiros que pertencem a uma pessoa física ou jurídica. Pode ser classificada segundo o tipo de ativos que a formam, como carteira de notas e cheques (caixa) ou carteira de empréstimos.

Carteira de baixo perfil (Non performing loan portfolio)

Compreende a carteira pesada mais a carteira refinanciada e/ou reestruturada;

Carteira negativa (Bad debts)

Inclui, além da carteira vencida e em litígio, documentos em carteira e créditos incobráveis ou de difícil recuperação.

Carteira refinanciada (Refinanced loan portfolio)

Compreende aqueles créditos diretos, qualquer que seja a modalidade, cujos prazos e/ou quantias do contrato original tenham sido modificados, devido principalmente a dificuldades na capacidade de pagamento do devedor.

Carteira de Dívida com Colateral (Colateral Debt Obligation)

Também conhecidas como Obrigações de Dívida Garantida, Os CDO são títulos respaldados por um portfólio de empréstimos ou de títulos de dívida (como hipotecas, MBS e inclusive outros CDOs) que têm a característica de segmentar os fluxos de caixa do portfólio de valores em distintos lotes por sua rentabilidade e exposição de risco.

Central de Riscos (Banking Risks Office)

Serviço que prestam os bancos centrais de cada país. Analisa a informação prestada pelas entidades de crédito sobre os riscos bancários assumidos por pessoas ou empresas, com o objetivo de identificar os mutuários que possam ter problemas de reembolso.

Certificado de Depósito Negociável (Negotiable certificate of deposit)

Certificado de depósito de grande denominação que não pode ser cobrado antes de seu vencimento, mas que pode ser vendido em um mercado secundário.

CIF (Cost, Insurance and Freight)

Têrmo da Câmara de Comércio Internacional (INCOTERM), indica que o preço refere-se à mercadoria posta no Porto de Destino com o frete pago e o Seguro coberto.

Cobertura (Coverage, hedge)

Hedge, hedging: Estratégia para assegurar-se diante de qualquer perda por variação de preços, tomando uma posição a futuro oposta à posição spot.

Compras spot (spot purchases)

Operações em que a entrega e o pagamento do ativo contratado realiza-se em menos de três dias a contar da data da contratação. Aplica-se aos preços das mercadorias no local e na data presentes para entrega imediata.

Cancelamento da dívida (Debt forgiveness, debt cancellation)

Renúncia do credor, acordada com o devedor, à cobrança do total ou de parte de um crédito outorgado. É distinto da “reprogramação da dívida” que é uma operação que altera as datas de vencimento da dívida.

Contrato a Termo, contrato a prazo (Forward contract)

Contrato não-padronizado que estabelece uma operação financeira no mercado internacional para uma data posterior à data spot, quer dizer, depois de dias ou meses. Estas operações podem ser câmbio de divisas, compra de metais, aquisição de matérias primas (insumos) ou de qualquer valor e estão desenhadas especificamente para uma transação entre duas partes (não-padronizado).

Contrato de futuro (Future contract)

Contrato formalizado que se negocia em uma bolsa ou mercado organizado pelo qual o comprador se obriga a comprar o Ativo Subjacente a um preço pactuado (Preço de Futuro) em uma data futura (Data de Liquidação). Até a data acertada ou até que se realize uma transação de fechamento, ocorrem liquidações de ganho e perda (manutenção de margens).

Covenant (Acordos vinculantes)

É uma cláusula em um contrato de emissão de valores em que se estabelecem as ações que o emissor e o proprietário dos títulos podem fazer ou abster-se de realizar em determinadas situações. Por exemplo, a respeito do uso das garantias, da realização de novas emissões, das datas dos reportes, etc. Existem para reduzir o risco para todas as partes em um título.

Criadores de mercados (Market maker)

Agente de um mercado de valores que de forma continuada oferece títulos ao melhor preço de compra e de venda com o objetivo de manter um nível mínimo existência daquele valor. Supõe uma fonte de liquidez para o mercado.

 

 

Crédito (Credit)

Operação econômica na qual existe uma promessa de pagamento com algum bem, serviço ou dinheiro no futuro. A criação de crédito vincula a entrega de recursos de uma unidade institucional (o credor ou mutuante) a outra unidade (o devedor ou mutuário). A unidade credora adquire um direito financeiro e a unidade devedora incorre na obrigação de devolver os recursos.

Crédito documentário (Documentary credit)

Garantia de pagamento concedida por uma instituição financeira para uma operação de comércio exterior, costuma ter o formato de cartas comerciais de crédito. No caso de importações, a carta de crédito é emitida por um banco residente a pedido do importador e a favor do vendedor (exportador) estrangeiro; pode constituir financiamento do exterior na medida em que considere os pagamentos atrasados. No caso das exportações, no sentido inverso ao das importações, pode constituir um financiamento para o exterior se considera os pagamentos atrasados.

Crédito fiscal (Tax credit)

Crédito aplicável contra as obrigações tributárias. Pode assumir diversas formas, como retirar das obrigações tributárias aquelas que foram pagas em etapas anteriores à produção ou distribuição, assim como o caráter anulatório de alguns impostos em relação a outros.

Crédito hipotecário (Mortgage loan)

Crédito no qual o pagamento dos juros e do principal está garantido pela hipoteca de um bem imóvel, o qual fica inscrito no Registro de Propriedade. Da mesma forma que no crédito com colateral, tem a preferência de cobrança em caso de quebra ou insolvência do devedor.

Curso legal (Legal tender)

Qualidade dos bilhetes ou moedas de ser de aceitação obrigatória em qualquer transação monetária, conforme a lei.

Curva de rendimento (Yield curve)

Ilustração gráfica da relação entre o rendimento e o prazo de vencimento de um investimento; normalmente, a maiores prazos correspondem maiores riscos e maiores taxas de juros. Sem dúvida existem outros fatores que afetam a tendência da curva, como as expectativas de inflação, tanto dos investidores quanto dos mutuários.

Custódia (Custody)

Serviço de guarda de títulos e valores que as empresas bancárias têm para protegê-los de roubo, incêndios e outros riscos em troca do pagamento de um prêmio ou uma taxa.

Custódio (Custodian)

Uma entidade, geralmente um banco, que guarda e administra valores para seus clientes e que pode oferecer outros serviços como compensação e liquidação, administração do efetivo, operações com divisas e empréstimo de valores.

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(D)

Déficit da balança de pagamentos (Balance of payments déficit)

Situação produzida quando a balança de pagamentos de um país apresenta resultado negativo devido às transações que implicam em saída de divisas (importação de bens ou serviços, investimentos de capital no exterior, etc.) superarem aquelas que implicam na entrada destas (exportações de bens e serviços, ingressos de capital, etc.).

Déficit fiscal (Overall déficit)

Em contas fiscais, reflete a diferença entre o total de ingressos (correntes e de capital) e o total de gastos (correntes e de capital). Denomina-se superávit ou déficit fiscal conforme a diferença seja positiva ou negativa respectivamente.

Depósito a prazo (Term deposit)

Depósito de dinheiro mantido em uma instituição financeira por um prazo pré-fixado de tempo. Os fundos depositados normalmente não podem ser retirados antes do prazo estipulado. Em caso de retirada, perde-se uma parte ou a totalidade dos juros correspondentes.

Depreciação da moeda (Currency depreciation)

Perda de valor de uma moeda em relação a outra moeda, especificamente quando ocorre em resposta a mudanças na oferta e procura do mercado em um sistema de livre flutuação do câmbio. Quando esta perda é produzida por decisão das autoridades monetárias é chamada de desvalorização da moeda.

Dívida externa (External debt, foreign debt)

Refere-se à dívida contraída com não-residentes, por parte de um país, setor ou unidade, que exigem ao devedor o pagamento dos juros e/ou do principal em um momento futuro. As estatísticas da dívida externa, que incluem dados sobre o pagamento dos serviços da dívida, são utilizados na análise de vulnerabilidade a problemas de solvência ou liquidez.

Dívida pública (Public debt)

Passivos, reconhecidos pelo setor público frente ao restante da economia e ao mundo, pendentes de pagamento e gerados por operações do setor público no passado.

Dívida acumulada (Accrual)

Operação cujos efeitos são reconhecidos quando ocorrem e não quando se produz o recebimento ou o pagamento por efetivo ou seu equivalente. Registra-se nos livros de contabilidade e nos extratos financeiros dos períodos correspondentes.

Diferença de câmbio (Exchange rate differential)

Lacuna entre a cotação nominal de compra e venda de uma moeda em relação à outra. Também é a diferença entre as cotações nominais do tipo de câmbio de uma moeda entre mercados distintos, isto é, oficial e paralelo.

Dividendo (Dividend)

Parte das utilidades que destinada à distribuição entre os acionistas depois de atender às reservas legais, estatutárias e voluntárias e ao pagamento de impostos. Pode ser em ações ou efetivo.

Divisa (Foreign currency)

Dinheiro de aceitação internacional, basicamente ouro monetário e certas moedas estrangeiras.

Dolarização (Dollarization)

Processo pelo qual o dólar dos Estados Unidos da América substitui a moeda local tomando qualquer das funções do dinheiro como medida de pagamento, unidade de conta ou depósito de valor.

Doação (Grant)

Ingresso sem contraprestação, não recuperável, procedente de certos Governos ou de instituições internacionais ou nacionais, públicas ou privadas. Pode classificar-se como doação fungível, em geral feita em espécie, o que permite a livre disponibilidade para o receptor.

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 (E)

Economias emergentes (emerging economies)

Países que, sendo economias sub-desenvolvidas, pleiteiam na comunidade internacional uma reclassificação em função de seu nível de produção industrial e suas vendas para o exterior, colocando-se como competidor frente a outras economias mais prósperas e estáveis pelos baixos preços de seus produtos.

Execução orçamentária (Budget execution)

A execução orçamentária dos ingressos é o registro da informação dos recursos captados, recolhidos ou obtidos a partir das especificações orçamentárias. A execução orçamentária das saídas consiste no registro das despesas comprometidas, acrescidas ou pagas durante o ano fiscal. A execução das metas orçamentárias verifica-se quando é registrado o cumprimento total ou parcial das mesmas.

Eludido tributário (Tax avoidance)

Ato através do qual um contribuinte realiza operações para reduzir o pagamento de impostos baseando-se em determinadas ambigüidades presentes nas leis tributárias sem incorrer propriamente em delito.

Empresa de Investimento (Investment bank)

Empresa especializada em obter fundos de longo prazo para seus clientes. Freqüentemente serve de agente e avalista (underwriter) de novas emissões de valores e os coloca no mercado internacional.

Empresa de resseguros (Reinsurance bank)

Outorga cobertura a uma ou mais empresas de seguros pelos riscos assumidos, geralmente quando se encontram comprometidos capitais importantes e convém à empresa de seguros em razão de seus limites operacionais.

Empresa de seguros (Insurance company)

Celebra contratos através dos quais se compromete, dentro de certos limites e em troca de um prêmio, a indenizar um determinado dano ou a satisfazer um capital, uma renda ou outras prestações pactuadas, no caso de ocorrer um determinado fato futuro e incerto.

Empresa holding (Holding)

Tem por objetivo adquirir participações acionárias majoritárias de outras empresas buscando controla-las e dirigi-las. As holdings formam grupos de empresa em que logram controlar percentuais significativos dos setores econômicos em que operam.

Empresa matriz (Parent company)

Na balança de pagamentos costuma referir-se a empresas estrangeiras não-residentes que possuem investimentos em empresas residentes.

Extratos financeiros (Financial statements)

Resumo ordenado da informação contábil de uma sociedade, acumulada mediante processos de identificação dos fatos contábeis, seus valorização e registro. Estão destinados a informar aos credores, provedores, clientes, sócios e todos aqueles que possuam interesse na situação da empresa.

Euro (Euro)

Unidade monetária vigente desde Janeiro de 1998. O Euro é a moeda oficial em 17 dos 27 Estados membros da União Européia. Os Estados, conhecidos coletivamente como Zona do Euro, são: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta, Holanda e Portugal. A moeda também é usada em outros cinco países europeus (seis países, se levarmos em conto Kosovo), tanto de forma pactuada quanto não-oficial e, portanto, é de uso diário por parte uns 327 milhões de europeus.

Evasão tributária (Tax evasion)

Ação dolosa através da qual, valendo-se de artifícios, astúcia ou engodo, deixa-se de pagar todos ou parte dos tributos estabelecidos por lei, em proveito próprio ou de um terceiro.

Exceção ou Isenção (Exempt)

Livre do cumprimento de uma obrigação ou do pagamento de um tributo ou gravame.

Exoneração tributária (Tax exemption)

Liberação do cumprimento de uma obrigação ou carga tributária, com caráter temporal e outorgado por lei. Benefício pelo qual um contribuinte passivo da tributação é liberado de suas obrigações tributárias.

Exportações tradicionais (Traditional exports)

Produtos de exportação que historicamente constituem a maior parte do valor de nossas exportações. Geralmente têm um valor agregado menor que aquele dos produtos não-tradicionais.

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(F)

Fiança (Guarantee)

Garantia ou fiança: operação financeira pela qual uma pessoa física ou jurídica (fiador), em geral um banco, garante as operações de outra (devedor principal).

Fiel-depositário ou Trust (Trust)

É uma relação jurídica através da qual o fiel-depositante transfere bens em confiança a outra pessoa, o fiel-depositário, denominado fiduciário, para a constituição de um patrimônio fiel-depositado que fica sob o domínio fiduciário deste último e sujeito ao cumprimento de um fim específico em favor do fiel-depositante ou um terceiro elemento nominado como fiel-beneficiário.

Filial (Subsidiary)

Empresa na qual o investidor direto possui mais de 50% do números de votos da empresa de investimento direto. Podem haver subsidiárias de empresas nacionais e estrangeiras e podem estar situadas em um mesmo país ou no exterior.

Financiamento externo (External financing)

Movimento dos passivos líquidos do setor público não-financeiro derivados de operações de crédito com não-residentes. Calcula-se como a diferença entre os desembolsos mais a acumulação líquida de atrasos (os vencimentos não pagos menos a regularização dos atrasos) e a amortização (total de vencimentos), quer dizer, representa a mudança no saldo da dívida pública externa.

 

Flutuação (Fluctuation)

Oscilações entre a alta e a baixa que sofrem as cotações dos valores objeto de negociação nos mercados financeiros. Mais comumente, variações sofridas por uma majoração ou oscilação entre o valor em um dado momento e o seu valor médio.

Fundo de Investimento (Investment fund)

Patrimônio integrado por um conjunto de valores mobiliários e dinheiro aportado por uma pluralidade de investidores, administrada por uma empresa e investido totalmente na propriedade e desfrute de valores mobiliários devidamente diversificados para que os riscos e o tipo de rendimento permaneçam compensados.

Fundo mútuo de investimento em valores (Mutual find)

Patrimônio integrado por aportes de pessoas físicas ou jurídicas com o objetivo de investir em valores de oferta pública sob a gestão de uma sociedade administradora criada para este fim. O investimento destes fundos ocorre por conta e risco dos participantes ou depositantes do fundo.

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(G)

Ganhos não-distribuídos (Retained earnings)

Capitalização ou formação temporária de reservas de qualquer empresa tomando seus próprios dividendos.

Ganhos e Perdas (Profits and losses)

Conta para a qual se transferem os saldos das contas de ingressos e saídas, com o que seu saldo externa o resultado final das operações daquele exercício.

Garantia (Guarantee)

É um ativo realizável, incluindo o dinheiro, afetado juridicamente para assegurar o cumprimento das obrigações dos participantes de um sistema de pagamentos ou de liquidação de valores derivados da execução de ordens de transferência de fundos ou de valores e dos saldos líquidos resultantes de sua compensação.

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(H)

Hiperinflação (Hyperinflation)

Inflação muito alta e fora de controle que provoca a queda precipitada do poder aquisitivo. Cria um círculo vicioso no qual é gerada mais inflação em cada interação do ciclo. As principais causas são: o financiamento do gasto com emissão de dinheiro sem qualquer controle, situações de guerra, depressões econômicas e crises políticas ou sociais.

Hipoteca (Mortgage)

Modalidade de crédito na qual se deixa bens em garantia (geralmente imóveis) como forma de assegurar o cumprimento de uma obrigação. No caso de isso não ocorrer, o credor teria direito a alienar os bens hipotecados e reter o produto desta venda.

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(I)

Iliquidez (Illiquidity)

Situação em que o total de ativos líquidos de um indivíduo, empresa ou associação não é suficiente para pagar as obrigações de curto prazo.

Importação (Import)

Aquisição de bens ou serviços procedentes de outro país. O registro pode ser aplicado também a capitais ou mão de obra, etc.

Imposto (Tax)

Gravame cujo cumprimento não origina uma contraprestação direta em favor do contribuinte por parte do Estado.

Imposto de Renda (Income tax)

Grava as rendas provenientes do capital, do trabalho ou da aplicação conjunta de ambos os fatores, assim como os ganhos e benefícios resultantes. Aplica-se às pessoas físicas e jurídicas.

Imposto sobre Valor Agregado (ITBMS)

Grava todas e cada uma das etapas do ciclo de produção e comercialização. O imposto pago em cada uma destas etapas constitui crédito fiscal da seguinte, com o consumidor final assumindo a carga total do imposto. Este imposto afeta a venda de bens móveis, a prestação de serviços que gere renda de terceira categoria para efeitos de impostos de renda, os contratos de construção, a primeira venda de bens imóveis realizada pelos construtores e a importação de bens.

Impostos sobre ingressos (Income taxes)

Gravam os ingressos temporários ou permanentes das pessoas ou empresas (contribuintes).

Imposto patrimonial (Property taxes)

Gravam o valor de bens e direitos que constituem o patrimônio (prédios, ativo fixo, etc.) do contribuinte assim como sua transferência.

Impostos municipais (Municipal taxes)

Tributos em favor dos Governos locais cujo cumprimento não origina uma contrapartida direta da municipalidade para o contribuinte. A arrecadação e a fiscalização de seu cumprimento cabe aos Governos locais.

Indicadores de risco (Risk indicators)

Análise de sensibilidade que mede as mudanças na empresa diante dos movimentos nos diferentes fatores do mercado financeiro. Entre os principais riscos temos: risco de crédito, risco de liquidez e risco cambial.

Índice (Index)

Em estatística, série numérica que expressa a evolução no tempo dos valores de uma variável ou indicador, tais como preço, cotação, desemprego, entre outros. Os índices referem-se a uma data base na qual se atribui arbitrariamente um valor que geralmente é 100.

Índice Big Mac (Big Mac Index)

O índice Big Mac é elaborado pela publicação semanal britânica “The Economist” e permite comparar o poder aquisitivo do dólar em cerca de 120 países onde são vendidos os hamburgers Big Mac da famosa cadeia internacional Mc Donald’s. Este índice está baseado na noção de que o dólar tem a mesma capacidade aquisitiva em todos os países. Assim, comparando os preços do hamburger em dólares americanos é possível inferir se a moeda local encontra-se sobre ou sub-valorizada.

Índice de títulos (Bonds) de Mercados emergentes (Emerging Market bonds index)

O índice de mercados emergentes (EMBI+) segue o retorno total dos títulos da dívida externa dos países emergentes. Os instrumentos incluem os Brady Bonds, denominados em moeda estrangeira, empréstimos e eurobônus, enquanto instrumentos locais são denominados em dólares. O EMBI+ concentra-se principalmente nos instrumentos dos três países latino-americanos mais importantes (Argentina, Brasil e México), refletindo o tamanho e a liquidez destes mercados de dívida externa. Os países não latinos estão representados no índice por Bulgária, Marrocos, Nigéria, Filipinas, Polônia, Rússia e África do Sul.

Índice de Preços ao Consumidor – IPC (Consumer price index)

Mede a evolução do custo da cesta de consumo. O IPC é calculado oficialmente utilizando a fórmula de Laspeyres em que se compara o valor de uma cesta de bens típica das famílias, a preços correntes, com o valor da mesma cesta em um ano base.

Ingressos tributários (Tax revenues)

Os provenientes do pagamento que fazem os contribuintes por mandado de lei nas condições que esta determina, sem o pressuposto de uma contraprestação direta. Comumente denominados impostos.

Insolvência (Insolvency)

Incapacidade permanente de uma pessoa (geralmente jurídica) para pagar suas dívidas em seu vencimento por falta de fundos. Tipicamente, uma empresa torna-se insolvente quando experimenta uma forte queda de seus ingressos em relação a sua dívida ou quando sofre um incremento significativo no custo de sua dívida em relação aos seus ingressos.

Interesse ou juros (Interest)

Preço pago pelo mutuário com uma quantia de dinheiro líquido pelo uso do dinheiro do financiador (agiota, penhorista, etc.) com a finalidade de compensar o último pelo sacrifício da perda imediata da disponibilidade do dinheiro, a redução do poder aquisitivo do dinheiro pela inflação e o risco envolvido no fato de emprestar o dinheiro.

Interesse ou juros cobrados (Due interest)

Indica os juros gerados por um empréstimo efetuado a um cliente.

Interesse ou juros atrasados (Past due interest)

Totalidade dos juros vencidos e não pagos, incluindo os juros originais, mora, juros de refinanciamento e demais comissões ou taxas.

Interesse ou juros simples (Simple interest)

Em oposição aos juros compostos, é o rendimento de um capital emprestado que não se agrega ao principal para produzir novos juros. Costuma ser utilizado em operações de curto prazo.

Interesse ou juros a cobrar (Outstanding interest)

É uma conta de ativo que reconhece o total de juros vencidos e não cobrados que uma empresa ganhou por fundos emprestados – investimentos em depósitos, empréstimos e bônus – na data do balanço.

Intermediação financeira (Financial intermediation)

Processo pelo qual uma instituição canaliza recursos financeiros de setores com saldos superavitários para aqueles deficitários, constituindo um mecanismo para mobilizar e usar mais eficientemente estes recursos.

Inventário (Inventory stock)

Conjunto de bens ou recursos mantidos pelo consumidor ou vendedor com o fim de reduzir os custos de intercâmbio ou produção.

Investimento ou inversão (Investment)

Em finanças, é a colocação de fundos em um projeto do setor público, privado ou misto.

Investimento estrangeiro direto (Foreign direct investment)

Investimento realizado na economia residente através de um investidor não-residente com interesse econômico de longo prazo outorgando influência na direção da empresa.

Investimento estrangeiro líquido (Net foreign investment)

O investimento líquido resulta do desconto da inversão bruta direta ou de carteira.

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(J)

 

(K)

 

(L)

Longo prazo (Long term)

Período de tempo associado a uma duração maior que um ano.

Letras do Tesouro (Treasury Bills)

Promessa, emitida pelo Tesouro, de pagar uma quantidade específica em uma data concreta. As Letras do Tesouro podem ser emitidas com uma maturação mínima de 90 dias e máxima de 1 ano.

Letras hipotecárias (Mortgage notes)

Valores emitidos por uma instituição financeira em contrapartida de um crédito hipotecário (créditos para construir ou adquirir bens imóveis). Podem ser negociadas no mercado secundário através da Bolsa de Valores.

LIBOR – London Interbank Offered Rate

Taxa de juros preferencial que se cobra nas operações de crédito interbancário no mercado de Londres anunciada pela Associação de Bancos Britânicos desde Janeiro de 1986 e usada como referência para diversas operações bancárias.

Livre concorrência (Free competition)

Princípio econômico pelo qual a oferta, a demanda e a iniciativa privada determinam o equilíbrio do mercado. A concorrência baseia-se na liberdade de decisão dos consumidores e produtores em um contexto em que as regras do jogo são claras e iguais para todos e são efetivamente cumpridas.

Liquidez (Liquidity)

Passivos financeiros ou obrigações monetárias das instituições financeiras com o setor privado da economia.

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(M)

Margem financeira (Financial spread)

É a diferença entre os ingressos provenientes das operações de intermediação e atividades conexas e os gastos incorridos com o financiamento destas atividades.

Matérias primas ou insumos (Raw material)

Insumos utilizados nos processos produtivos para elaborar produtos finais.

Market Maker

Expressão anglo-saxônica que pode ser traduzida por “criador de mercado”. Sociedade ou operador com capacidade para comprar e vender ações em qualquer momento, o que permite constituir-se em autêntico animador de mercado.

Mercado aberto (Open Market)

Mercado de crédito no qual as operações são realizadas com base no valor objetivo de solvência pessoal dos detentores dos títulos.

Mercado à vista (Sport Market)

Mercado para entregas imediatas, em contraposição ao de entrega futura (mercado de futuros). No mercado spot de divisas, a entrega é efetuada normalmente em dois dias úteis.

Mercado de capitais (Capital market)

Mercado de fundos de investimento para o financiamento a médio e longo prazos em que as empresas privadas e as organizações públicas ou Governos cobrem suas necessidades de fundos mediante a emissão de valores para investimento em ações de empresas, entre outros.

Mercado de dinheiro (Money Market)

Mercado monetário no qual são negociados ativos a curto prazo e de baixo risco como o dinheiro procedente dos intermediários financeiros e seus substitutos (notas promissórias e Letras do Tesouro, saldos interbancários, etc.)

Mercado de futuros (Futures Market)

Mercado organizado onde são contratadas cotações a futuro sobre mercadorias, divisas e sobretaxas de juros, principalmente. Suas características básicas são: está normatizado e nele negocia-se através de um organismo intermediário; seu objetivo é proporcionar liquidez e segurança; existe a possibilidade de abandono antes do vencimento do contrato; é um mercado transparente que oferece informação diária dos preços; as perdas e os ganhos realizam-se diariamente e na anulação ou expiração do contrato.

Mercado de opções (Options Exchange)

Mercado organizado em que são negociadas opções sobre ativos subjacentes padronizados (valores, matérias primas e ativos financeiros), os preços e as datas de vencimento estão normatizados e entre emissor e comprador existe sempre um intermediário.

Mercado de Valores (Stock Exchange, securities Exchange)

Mercado no qual os oferentes e demandantes de títulos de valores realizam suas transações. É constituído pelo mercado primário e o mercado secundário.

Mercado primário (Primary Market)

Segmento do mercado de valores em que as empresas oferecem as primeiras emissões de valores por seu valor nominal ou com desconto com o propósito de obter financiamento para executar seus projetos.

Mercado secundário (Secondary Market)

Mercado no qual são transacionados ativos ou títulos de dívida previamente emitidos.

Mercados emergentes (Emerging markets)

Mercado de capitais de países em desenvolvimento que liberalizaram seus sistemas financeiros para promover fluxos de capital com aqueles não-residentes e são mercados amplamente acessíveis para os investimentos estrangeiros.

Mercados financeiros (Financial markets)

Fôro no qual os provedores de fundos e demandantes de empréstimos e investimentos podem efetuar suas transações diretamente. Corresponde à área de mercados em que há oferta e demanda de dinheiro, instrumentos de crédito a médio e longo prazos (tais como bonds e ações dos setores público e privado), ações no ato de sua emissão (mercado primário) ou em etapas de intermediação financeira (mercado secundário).

Metais preciosos (Precious metals)

Corresponde a ouro, prata, platina e, em menor escala, irídio, ósmio, paládio, ródio e rutênio, isto é, os metais com alto valor unitário.

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(N)

Notas comerciais (Commercial papers)

São compromissos de pagamento de curto prazo e sem garantia real, emitidos por empresas reconhecidas.

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(Ñ)

 

(O)

Obrigações (Obligations)

Obrigação: dependência de caráter legal que obriga a uma pessoa a fazer, não fazer ou dar algo.

No vínculo entre credor e devedor, o credor é o titular de um direito que lhe permite exigir do outro o pagamento de sua dívida pela prestação acordada.

Obrigações à vista (Demand deposits)

Obrigações de disponibilidade imediata contraídas pelo sistema financeiro. Os tipos de obrigação imediata são: os depósitos à vista ou em contas correntes, os cheques certificados e gerenciais, os cheques de viagem, as ordens de pagamento, as transferências e outras obrigações vencidas e a pagar das instituições financeiras.

Opção (Option)

Instrumento financeiro pelo qual uma das partes, pagando um prêmio, tem o direito – e não a obrigação – de comprar ou vender um ativo (ativo subjacente) a um preço pactuado (preço do exercício) em uma data ou período determinado (exercise date). Os dois objetivos mais comuns dos contratos de opções são proteger-se de um risco potencial ou tratar de obter uma valorização (mais-valia). As opções são negociadas principalmente em mercados organizados. No caso dos American Options (opção americana) é possível exercer a opção antes da data especificada, enquanto no caso dos European Options (opções europeias) somente pode ser exercida a opção na data pactuada. Quando a opção é de compra, denomina-se Call Option; quando é de venda, Put Option. Quando se trata de uma operação com um contrato a futuro de compra ou venda de uma mercadoria, denomina-se Option on Futures.

Opção de compra (Call Option)

Contrato que implica na compra de um produto básico de um grau e qualidade específicos no qual o vendedor reserva-se o privilégio de fixar o preço no futuro com base em um número acordado de pontos acima e abaixo do preço de um contrato futuro específico.

Operação conjunta (Joint Venture)

Acordo entre dois ou mais partes para trabalhar de forma conjunta em um projeto. Refere-se à modalidade de investimento estrangeiro que implica na criação de uma corporação, sociedade ou outra unidade institucional em que cada investidor compartilha o controle legal das atividades da unidade.

Operação de desconto (Discount transation)

Antecipação que se outorga ao detentor de um título de crédito pelo valor de um documento com a dedução prévia de determinada quantia a título de juros calculados sobre o valor nominal do documento e pelos dias que separam a data da dedução e o vencimento do documento.

Operação de recompra ou repo (Repurchase option)

Transação pela qual uma instituição financeira proporciona efetivo imediato mediante a compra de um instrumento financeiro já existente com o acordo simultâneo de reversão da transação a um preço determinado em uma data fixada.

Operações a futuro (Forward operation)

Operações de compra e venda de títulos, divisas ou outras mercadorias a futuro. No contrato são estipulados o preço, a quantidade e a data em que será realizada a operação.

Operações interbancárias (Interbank operations)

Instrumentos de financiamento a curto prazo destinados a superar deficiências financeiras. Estão autorizadas somente as entidades emissoras do setor financeiro.

Organização Não-Governamental – ONG (Non-governmental organization – NGO)

Organização privada sem fins lucrativos cujo principal objetivo é elaborar estudos técnicos e dirigir programas assistenciais. Estas organizações recebem e canalizam ajuda internacional.

Outros ativos (Other assets)

Envolvem principalmente as contas de pagamento antecipado pela aquisição de bens e serviços, contas de compensação, dividendos a recolher, carteiras pendentes de cobrança e diversas carteiras de ativo. Outros ativos não-financeiros incluem os ativos fixos, os investimentos intangíveis (como as licenças de software), os depósitos de metais preciosos e as coleções.

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(P)

Promissória (Promissory Note)

Documento mediante o qual o signatário adquire o compromisso de pagar a um beneficiário uma soma de dinheiro em uma data de vencimento acordada.

Participação de capital (Equity participation)

Porção do capital social de uma empresa que outorga direitos a seu detentor e que pode estar materialmente representada (ações físicas) ou “desmaterializada” como uma anotação em conta em uma instituição de compensação e liquidação de valores.

Passivos (Liabilities)

Obrigações de curto, médio e longo prazo de credores, ofertantes e clientes, entre outros. Contabilmente são utilizadas para indicar todas as obrigações de uma entidade. Em um balanço, o passivo está colocado no lado direito ou na coluna de Haver do balanço geral; é um conceito oposto ao dos ativos, classificados respeitando o critério de exigibilidade decrescente, isto é, a prioridade implícita ou legal dos credores para tornar efetivo o seu crédito.

Patrimônio efetivo (Effective equity)

Valor extra contábil que respalda as operações da empresa. Soma dos patrimônios efetivos colocados a risco creditício e de mercado. Inclui capital integralizado, reservas legais e prêmios por subscrição de ações, a porção computável da dívida subordinada e dos títulos conversíveis em ações e a provisão genérica dos créditos que integram a carteira normal.

Padrão de Qualidade (Quality Standard)

São bilhetes e moedas certificados pelo BCRP para que sirvam como referência do nível mínimo de conservação de um bilhete ou moeda para que possa seguir em circulação e não ser considerados deteriorados.

Pensões (Pensions)

Quantidade de dinheiro que recebem de maneira periódica, temporária ou vitalícia os cidadãos de parte da seguridade social ou de alguma entidade privada que o Estado determinou para desempenhar esta tarefa seja por questão de aposentadoria, viuvez, orfandade ou incapacidade.

Petróleo cru (Crude oil)

Mistura de hidrocarbonetos que existe em forma líquida em reservatórios no subsolo e que possui um ponto de ignição abaixo de 65,6°C.  O óleo cru é uma matéria prima que é refinado e transformado em gasolina, diesel, propano, petroquímicos e outros produtos.

Poder aquisitivo (Purchasing power)

Em relação às pessoas, refere-se à capacidade econômica para adquirir bens ou serviços. Em relação ao dinheiro, representa a quantidade de bens e serviços que se adquire com uma determinada soma comparada com a quantidade adquirida anteriormente em um período de referência.

Política fiscal (Fiscal police)

Conjunto de medidas tomadas pelo Governo ou entidade com capacidade regulatória na matéria com o propósito de influir no nível dos preços, produção, investimentos e emprego. A política fiscal deveria ser contrária ao ciclo econômico, quer dizer, gerar poupança (superávit fiscal) em períodos de expansão da economia e ser expansiva em tempos de contração econômica.

Política monetária (Monetary police)

A regulação feita pelo Banco Central na oferta monetária e das taxas de juros para controlar a inflação e estabilizar a divisa.

Política tributária (Tax police)

Área da política econômica que se refere ao manejo dos níveis, estrutura e administração dos tributos de um país.

Portfólio (Portfolio)

Investimentos dos bancos e instituições financeiras. O termo é empregado para indicar valores, ações, títulos, etc. que são listados nos livros destas instituições.

Portfólio de referência (Benchmark portfolio)

Portfólio de referência que serve para mensurar uma carteira de ativos mediante comparação de riscos e rendimentos, engtre outros. Também usado para atribuir um valor-padrão de comparação de um instrumento ou ativo individual.

Posição curta (Short position)

Saldo das operações com divisas a prazo de um banco em que as vendas de uma divisa superam as compras e, além disso, os depósitos realizados nessa divisa superam os recebidos de outras entidades.

Preço (Price)

Valoração de um bem ou serviço em unidades monetárias ou outro instrumento de câmbio. O preço pode ser fixado livremente pelo mercado em função da oferta e da demanda ou pelas autoridades, caso em que se trataria de um preço controlado.

Preço por atacado ou preço atacadista (Wholesale price)

É o preço no canal de comercialização atacadista e inclui o preço do produtor mais os custos da atividade comercial (gastos com transporte, seguros de mercadorias, margem comercial (gastos com transporte, seguro de mercadoria, margem do atacadista e outros gastos gerais).

Preço do varejo ou varejista (Retail price)

Preço pelo qual serão vendidos os produtos ou serviços ao consumidor final.

Preço de emissão (Issue price)

No mercado de valores é a quantidade a entregar para adquirir um determinado título. A emissão pode ser “sobre o par”, se a quantidade a desembolsar for superior ao valor nominal do título; “ao par” se ambas coincidirem e “abaixo do par”, tendo que entregar quantidade inferior ao valor nominal.

Prêmio (Premium)

Em valores é a diferença entre o preço pelo qual é negociada uma emissão e seu valor “ao par” (par value) expressado como uma percentagem de seu valor “ao par”.

Em câmbio de divisas (taxa swap) é a diferença entre uma taxa de câmbio spot e uma de câmbio a futuro entre duas divisas determinadas. A divisa que tem prêmio é aquela que está sujeita à maior taxa de juros nominal.

Em opções, ver definição de Prima.

Em moeda, é a margem em que o valor de uma moeda excede seu valor intrínseco.

Pré-pagamento (Prepayment)

Pagamento realizado com antecipação em relação à data fixada de reembolso ou vencimento de pagamento de um empréstimo.

Préstimo, Empréstimo (Loan)

Os empréstimos são ativos financeiros que:

  1. São criados quando um credor empresta fundos diretamente a um devedor (mutuário) e,
  2. São postos explicitamente em um documento não-negociável.

O mutuário está obrigado a devolver, nos prazos e na forma conveniada, a soma emprestada e, geralmente, uma quantidade adicional a título de juros compensatórios.

Préstimo/Empréstimo hipotecário (Loan)

Crédito para pessoas físicas destinado à aquisição, construção, reconstrução, reforma, ampliação, melhoramento e subdivisão de casa própria. Este tipo de empréstimo conta com a garantia pessoal do mutuário e se assegura com uma casa, um imóvel ou um bem. Em caso de o mutuário não honrar a devolução do valor da dívida, o credor pode executar a hipoteca e incorporar o bem ao seu patrimônio.

Proposta orçamentária (Budget)

Resumo sistemático e cifrado que apresenta a previsão de gastos e de ingressos para um determinado lapso de tempo, em geral um ano. Permite às empresas, aos Governos, às organizações privadas e às famílias estabelecer prioridades e avaliar a realização de seus objetivos. Para alcançar estes fins pode ser necessário incorrer em déficit (quando os gastos superam os ingressos) ou, ao contrário, pode tornar possível uma poupança no caso de haver superávit, quando os ingressos superam os gastos.

Prima ou Prêmio (Premium)

No mercado de opções é o preço da opção, ou seja, a quantia que deve ser entregue ao vendedor pelo comprador se quiser adquirir o direito de comprar (call) ou vender (put) o ativo subjacente ao preço do exercício.

Em uma apólice de seguros é a quantidade monetária que o segurado paga de forma periódica. É o preço do seguro.

Prima ou prêmio de risco (Risk premium)

Diferença entre a taxa de juros exigida pelo mercado a um título de renda fixa emitido por uma empresa privada e outro de prazo equivalente vindo de um emissor sem risco de crédito (título de dívida soberana).

Produtividade (Productivity)

Para uma unidade econômica determinada é o indicativo de uso e aproveitamento, quer dizer, do rendimento que se obtém de cada fator de produção. Mede-se em função do quociente entre a quantidade total de produção de um bem ou serviço e a quantidade de um determinado fator utilizado em sua produção.

Produto (product)

Bem ou serviço resultado de um processo produtivo que nasce para cobrir necessidades específicas dos consumidores.

Produto Interno Bruto – PIB (Gross National Product – GNP)

Mede o resultado da atividade econômica das empresas nacionais de um país, sem considerar se esta produção é gerada dentro ou fora do país. Mede-se pela soma do valor de todos os bens e serviços finais produzidos pelo país em um período determinado deduzindo os ingressos dos fatores (soldos e salários, dividendos, juros, etc.) pagos aos não-residentes e agregando os pagamentos recebidos pelos cidadãos residentes no exterior. Conceitualmente, a receita nacional bruta é uma medida de receita e não de produção.

Ponto médio variável ou média variável (Moving average)

Média que é calculada em períodos de tempo consecutivos (em geral meses) para medir a tendência da série para obter-se um resultado mais “suavizado” da série.

Provedor de serviços de pagamento (Payment services provider)

É uma pessoa jurídica que oferece serviços de pagamento para realizar transferências de fundos para uma série de modalidades como cartões de débito, caixas eletrônicos e pagamentos por celular e internet.

Provisões (Provisions)

Contas que refletem perdas ou ganhos não realizados e que afetam o resultado do exercício e podem comprometer fundos de capital de trabalho no próximo exercício. É possível realizar provisões para contas de cobrança duvidosa, por flutuação no preço de títulos e valores e/ou por benefícios sociais, entre outros.

Pontos básicos (Basic points)

Centésimo de ponto percentual (0,01%). 100 pontos básicos = 1,0%. Utiliza-se principalmente para expressar as diferenças de taxa ou rendimento.

Pontos percentuais (Percentage pints)

Usados na referência a cada uma das casas centesimais, um por cento de forma que cem pontos básicos sejam o equivalente a cem por cento.

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(Q)

 

(R)

Refinanciamento (Refinancing)

Transação financeira na qual solicita-se ao credor um novo empréstimo para saldar uma dívida anterior, podendo incluir quantias cuja data de pagamento não tenham vencido.

Registro Único de Contribuinte – RUC (Tax payer number)

Número que identifica tributariamente uma entidade jurídica ou uma pessoa física que desempenha uma atividade econômica (corresponde ao CPF ou CNPJ no Brasil). Com essa identificação cada ente econômico realiza seus tributos frente ao Estado.

Remuneração (Wage, slary)

Compreende todos os pagamentos em efetivo ou em espécie válida em termos monetários, efetuado pelos empregadores em contrapartida pelo trabalho desenvolvido por seus empregados durante um período de tempo determinado.

Rendimento (Yield)

Em termos gerais, utiliza-se como sinônimo de rentabilidade, juros ou benefício que produz um investimento (títulos e valores, entre outros) expressado em termos percentuais, normalmente uma taxa anual.

Renda (Income) – Anuidade

Quantia que a que uma pessoa denominada rentista tem direito a receber periodicamente, durante um período limitado (renda temporária) ou durante toda sua vida (renda vitalícia).

Renda de Investimentos (Investment income)

Compreende os ingressos da renda derivada da posse de ativos financeiros de residentes frente ao exterior e dos pagamentos de passivos frente aos não-residentes. Registra-se na conta de serviços financeiros ou de renda.

Rentabilidade (Profitability)

Capacidade de um ativo de gerar utilidades. Relação entre o valor determinado investimento e os benefícios obtidos após deduzidas as comissões e impostos. A rentabilidade, a diferença de magnitudes como a renda ou o benefício, expressa-se sempre em termos relativos.

Repatriação de capitais (Capital repatriation)

Retorno de capitais que residentes do país possuíam no exterior. Geralmente está associado às expectativas dos agentes a respeito do futuro econômico do país.

Residente (Resident)

Pessoa física ou jurídica cujo centro de interesse econômico é o país de referência.

Reavaliação ou revalorização (Revaluation)

Incremento de valor nominal de uma moeda frente a uma ou outras moedas (isto é, são necessários menos unidades para comprar uma mesma quantidade de dólares) provocada por decisão das autoridades.

Risco (Risk)                                                                                                                                           

É a probabilidade de ocorrência de um evento adverso. Também é compreendido como o grau de incerteza que acompanha uma operação financeira ou comercial. Em termos gerais pode-se esperar que quanto maior o risco, maior o retorno esperado.

Risco de crédito (Credit risk)

O risco de que o devedor ou a contraparte de um contrato financeiro não cumpram com as condições do mesmo.

Risco de liquidez (Liquidity risk)

É a potencial incapacidade de cumprir a tempo as obrigações, dado o nível de ativos líquidos de que se dispõe.

Risco de mercado (Market risk)

É a probabilidade de ter perdas em posições dentro e fora da folha de balanço derivadas de movimentos nos preços de mercado. Inclui-se entre os riscos pertencentes aos instrumentos relacionados com taxas de juros, risco cambial, cotação de ações e “commodities”.

Risco de taxa de juros (Interest rate risk)

Denominação dada no mercado bancário ao risco de que as utilidades provenientes de empréstimos ou outros ativos de taxa fixa possam decrescer ou produzir perdas como resultado de uma elevação no custo dos fundos em razão de uma alta nas taxas de juros.

Risco operacional (Operational risk)

É a probabilidade de sofrer perdas devido à inadequação ou falhas de processos, de pessoal e dos sistemas internos ou por acontecimentos externos. Esta definição inclui o risco legal 97, mas exclui o risco estratégico e o de reputação (Basiléia 11).

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(S)

SAFI – Sociedades Administradoras de Fundos de Investimento (Investments Funds Administrators)

São sociedades que têm por objeto único e exclusivo administrar fundos de investimento cujos acionistas podem ser agências de bolsas, bancos, companhias de seguros e outras autorizadas. Seu patrimônio deve ser separado do patrimônio dos fundos que administra.

Segredo bancário (Banking secrecy)

Informação que os bancos não podem tornar pública. Lei de Governo que proíbe às empresas e entidades do sistema financeiro, assim como seus diretores e trabalhadores, repassar qualquer informação sobre as operações passivas de seus clientes a menos que estejam autorizadas de forma escrita por estes ou se trate de informação de caráter global e quando seja requerida por juízes e tribunais em exercício e outras autoridades.

 

Sistema financeiro bancário (Banking financial system)

Compreende todas as instituições do sistema bancário que operam em um país.

Sobregiro (Overdraft)

Crédito bancário originado quando um cliente, com autorização do banco, gira cheques com valor maior que o limite estabelecido em sua conta corrente. As entidades bancárias costumam cobrar uma taxa de juros elevada por este financiamento.

Spread

Termo inglês que se traduz por diferença ou margem.

Stop order (Stop-loss order)

Ordem dada a um broker ou banco para realizar uma transação assim que alcance um nível estabelecido. Geralmente utilizado quando existe alta volatilidade nos preços.

Subasta ou leilão (Auction)

Procedimento através do qual um vendedor oferece o total ou frações de um determinado bem, real ou financeiro, a um número de compradores e estes competem, adjudicando o leiloeiro ao licitador que realiza a maior oferta numerária.

Subasta ou leilão de primeiro preço (First-price auction)

Tipo de leilão em que cada comprador pode realizar somente uma oferta que é formulada ao mesmo tempo que as demais e desconhecendo o que estes ofertaram. O bem será adjudicado à oferta mais alta, sendo o preço de colocação o da oferta. É conhecido também como leilão fechado.

Subasta ou leilão holandês (Dutch auction)

Tipo de leilão em que o vendedor anuncia diferentes preços em ordem decrescente, partindo de um preço muito elevado que é reduzido pouco a pouco até que seja suficientemente baixo a ponto dos compradores arrematarem a totalidade dos bens leiloados. Nesta modalidade todos os demandantes adquirem os bens a um só preço, o da última proposta vencedora.

Subasta ou leilão inglesa (English auction)

Consiste em uma oferta pública em que cada participante é livre para aumentar o preço. Os preços aumentam até que não haja um novo lance e o bem seja arrematado pelo último proponente.

Subasta ou leilão Vickrey ou de Segundo Preço (Vickrey or second price auction)

É uma variante do leilão de primeiro preço ou fechado. O bem é arrematado pela proposta mais alta, mas é pago o preço assinalado em sua proposta, ao contrário do leilão holandês onde vende-se ao preço determinado pelo comprador vencedor que ofereceu menos.

Sub-prime

Outorga-se a pessoas com qualificação creditícia norma ou baixa ou a clientes que não podem ou não desejam comprovar seus ingressos ou ativos. Devido a isso, têm juros mais altos que os empréstimos destinados aos clientes mais solventes.

Subsídio (Subsidy)

Ajuda econômica concedida pelo Estado ou outro organismo oficial para cobrir uma necessidade social ou econômica (subsídio de desemprego).

Superávit (Surplus)

Saldo positivo das entradas sobre as saídas da operação ou entre as entradas e saídas de caixa. O superávit é o benefício líquido e realizado que obtém a entidade em sua gestão; situação, portanto, oposta ao déficit.

Subscrição temporária de ações (Temporary subscription of stocks)

Os sócios assumem um compromisso frente a uma empresa pública ou privada e aportam recursos de forma temporária, recebem ações em contrapartida por seu aporte, que se configura como um aporte transitório que se recupera quando a empresa vende ou resgata as ações.

Swap

Transação financeira que se traduz como permuta financeira em que duas partes acordam o intercâmbio de fluxos monetários em um tempo. Através de um swap é possível reduzir a exposição ao risco de oscilação de moedas ou de taxas de juros e aproveitar a vantagem comparativa de uma parte ou de ambas na entrada em um mercado determinado (de divisas ou de juros).

Swap de divisas (Currency swap)

Operação através da qual uma das partes entrega uma quantidade de dinheiro na divisa de um país à outra parte que por sua vez entrega à primeira outra quantidade na divisa de outro país. Ambas as partes se comprometem a abonar periodicamente os juros pré-estabelecidos, assim como a amortizar o principal quando transcorrido o prazo da operação. Através deste sistema cada parte aproveita as vantagens que tem a outra para a obtenção de recursos na divisa de um determinado país, operação que se tivesse que ser realizada por ela sairia bem mais cara.

Swap de taxas de juros (Interest rate swap)

Contrato financeiro entre duas partes que intercambiam juros derivados de pagamentos ou cobranças de obrigações. Uma se compromete a pagar uma taxa de juros fixa sobre o principal para a outra em troca de receber os juros em taxas variáveis deste mesmo principal, operando na mesma moeda. Seu objetivo é aproveitar as vantagens comparativas acerca da qualidade creditícia dos intervenientes em cada um dos mercados. Em sua forma mais primitiva, o swap de juros pretende que as duas partes se beneficiem de uma arbitragem entre as qualificações do mercado de títulos (taxa de juros fixa) e o mercado de crédito a curto prazo (taxa de juros variável). Deste modo, atendendo às diferentes qualificações das partes, calcula-se a poupança líquida total da operação, restando ambas as diferenças quando a mesma parte alcança a melhor diferença nos dois mercados e somando-as quando em cada mercado uma das partes obtenha a melhor diferença. Em todo caso, cada parte deverá recorrer ao mercado em que obtenha a maior vantagem.

SWIFT (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunications)

É uma rede dedicada à transmissão de mensagens de transferências de fundos entre mais de 900 bancos membros ao redor do mundo.

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(T)

Taxa (Rate)

Fee – Tributo cujo fato impositivo consiste na utilização privativa ou o aproveitamento especial de domínio público, a prestação de serviços ou a realização de atividades em regime de direito público que se refiram, afetem ou beneficiem de modo particular ao obrigado tributário.

Rate – Coeficiente que expressa a relação entre a quantidade e a freqüência de um fenômeno. Utiliza-se para indicar a presença de uma situação que não pode ser medida em forma direta. Esta razão é utilizada em âmbitos variados como a demografia ou a economia.

Taxa de desconto (Discount rate)

Coeficiente utilizado para calcular o valor atual de uma renda ou capital futuros. Este coeficiente é função da taxa de juros e do número de anos de desconto. Taxa de juros ou preço do crédito, utilizada para descontar um empréstimo. Taxa de juros cobrada pelos bancos centrais aos bancos que solicitam empréstimos na janela de desconto.

Taxa de fundos federais (Federal funds rate)

Taxa de juros na qual os fundos federais (federal funds) são negociados entre as instituições financeiras. Esta taxa é um indicador importante para a determinação das taxas de juros domésticas e seu nível está influenciado pela Reserva Federal através de operações de mercado aberto.

Taxa de inflação (Inflation rate)

Aumento contínuo, substancial e geral do nível de preços da economia, que traz junto o aumento do custo de vida e perda do poder aquisitivo da moeda. Na prática, a inflação é estimada como o câmbio percentual do Índice de Preços ao Consumidor.

Taxa de juros (Interest rate)

Preço que se paga pelo uso do dinheiro. Costuma ser expresso em termos percentuais e referir-se a um período de um ano.

Taxa de juros preferencial (Prime rate)

Taxa de juros ativos que cobram os bancos aos seus melhores clientes corporativos. Em geral determinada em função da taxa de juros interbancária da moeda correspondente mais uma margem (spread) conforme o risco do cliente.

Taxa de rentabilidade interna – TIR (Internal rate of return)

É a taxa de desconto que faz com que o valor líquido atual (VAN) seja igual a zero. Quer dizer, é a taxa de desconto que permite que o valor atual dos fluxos de entrada (positivos) seja igual ao fluxo inicial de saída e outros fluxos negativos atualizados de um projeto de investimento. Na análise de investimentos, para que um projeto seja considerado rentável, sua TIR deve ser superior ao custo do capital empregado.

Taxa impositiva (Tax rate)

Percentagem aplicada sobre a base imputável, para o cálculo de um determinado imposto conforme os dispositivos legais vigentes.

Taxa LIBOR de três meses (3-month LIBOR)

Taxa de juros interbancária que funciona no mercado de Londres e que geralmente se encontra meio ponto abaixo da prime rate. Esta taxa mundial varia constantemente em função da demanda de crédito e da oferta monetária, sendo utilizada como parâmetro das demais taxas mundiais. É o tipo de juros oferecido sobre os depósitos nos bancos comerciais que operam no mercado de euro-divisas de Londres.

Taxa swap (Swap rate)

Representa a diferença entre a taxa de câmbio spot e a taxa a futuro entre duas moedas determinadas. Calcula-se em função da diferença entre as taxas de juros das duas moedas envolvidas no swap e o tempo de duração; dependendo das características das taxas de juros, pode assumira modalidade de desconto ou prêmio. Esta definição só é aplicável para os swaps entre moedas.

Titulação (Securitization)

Consiste em converter os fluxos de fundos originados por ativos ilíquidos em títulos valores (asset-backed securities). Estes títulos valores são emitidos por uma empresa financeira e são colocados em um mercado de valores. Se realiza quando se tem uma dívida líquida e se transforma em títulos valores negociáveis em um mercado organizado que proporcione liquidez aos investimentos. Estes títulos dão direito aos investidores de receber o fluxo de fundos associado ao título, assumindo o risco de sua realização, ficando a administração (cobrança) a cargo da empresa original;

Transferência (Transfers)

Um instrumento de pagamento bancário, uma operação pela qual, por ordem de um cliente de uma entidade bancária, se produz o repasse de uma determinada quantidade de dinheiro que o cliente tem depositado neste banco para outra conta da mesma instituição financeira ou de outra distinta e pela qual a entidade pode cobrar a seu cliente uma comissão pelo conceito de gastos de transferência.

Traveler’s check

Cheque utilizado em viagens, geralmente para o exterior, pois está garantido contra perda ou roubo. É assinado pelo cliente ao adquirir e ao realizar uma compra, para permitir ao estabelecimento comprovar que ambas as assinaturas coincidem e que não se trata de uso fraudulento.

Treasury bills (T-bills), Treasury notes, Treasury bonds

Obrigações do Departamento do Tesouro de um país cuja característica principal é sua curta maturação e alta negociabilidade pelo fato de estar respaldado pelo Governo. Em geral é adquirido descontado ao par. Os títulos não pagam juros e o retorno que o investidor recebe baseia-se na quantidade com que o preço de compra é descontado ao par.

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(U)

Unidade monetária (Monetary unit, currency)

Moeda oficial de um país que se utiliza como unidade de conta.

União econômica (Economic union)

Combina a supressão de barreiras ao movimento de mercadorias e fatores com a harmonização de políticas econômicas nacionais (comercial, fiscal, monetária e sócio-econômicas). Só a União Européia logrou este grau de interação entre seus países membros.

União Econômica Européia – UE (European Economic Union)

A Comunidade Econômica Européia (CEE) foi uma organização internacional criada pelos Tratados de Roma de 1957, em vigor desde 1958, com a finalidade de criar um mercado comum europeu. Os Estados signatários foram França, Itália, Alemanha (por este, então, somente a República Federativa da Alemanha, não a República Democrática da Alemanha) e os três países do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo). O tratado estabelecia um mercado e tabelas externas comuns para o desenvolvimento econômico. Estas instituições, posteriormente, no ano de 1965, fundiram-se com as instituições da CECA e as da EURATOM, graças ao Tratado de fusão (o Tratado de Bruxelas). A CEE foi a mais famosa das três Comunidades Européias e, depois do Tratado de Maastricht (o TUE) mudaram-lhe o nome para Comunidade Européia (CE). Também no Tratado de Maastricht foi criada oficialmente a União Européia (UE). Após a criação da União Européia a CE (antiga CEE) passou a ser parte do primeiro dos três Pilares da União Européia.

União Européia (European Union)

A União Européia (UE) é uma comunidade singular de vinte e sete Estados europeus e foi criada em 1º de novembro de 1994, quando entrou em vigor o Tratado da União Européia (TUE), sendo a sucessora de fato das Comunidades Européias criadas nos anos 1950 do século XX. Forma parte dela, Alemanha, França, Itália, Holanda (ou Países Baixos), Bélgica e Luxemburgo, sendo todos eles fundadores desde finais dos anos 1950; Dinamarca, Irlanda e Reino Unido (agora em processo de desligamento no movimento chamado Brexit) que se incorporaram em 1973; Grécia, cujo ingresso ocorreu em 1981; Espanha e Portugal que tiveram sua entrada em 1986; Áustria, Finlândia e Suécia ascendendo em 1995; Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Malta, Polônia e República Tcheca, que se agregaram em 2004; assim como Bélgica e Romênia em 2007.

Utilidade (lucro) acumulada (Accumulated profits)

São os lucros que a empresa vai acumulando ao longo do tempo. Estes podem ser capitalizados (convertidos em Capital) ou distribuídos aos proprietários através do pagamento de dividendos.

Utilidade (lucro) líquida (Net profits)

Lucros obtidos por uma empresa em um período determinado após haver pago impostos e outras despesas.

Utilidades (lucros) capitalizadas (Capitalized earnings)

Lucros que uma empresa já incorporou formalmente na conta de capital social ou adicional e que procedem da conta  de resultados acumilados.

Utilidades não distribuídas (Undistributed profits/retained earnings)

Lucros da empresa que não são entregues aos seus acionistas. Enquanto não sejam pagos ou capitalizados, usualmente são mantidos na conta de resultados acumulados. Os lucros não distribuídos não são registrados no balanço até que sejam pagos ou capitalizados.

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(V)

Valor ao par (Par value)

Preço de um valor igual a seu valor nominal. Valor de face ou valor estabelecido para um instrumento negociável, ação ou títulos que não é igual ao valor que receberia no mercado aberto. Quantidade principal que um emissor de dívida acorda redimir na data de vencimento.

Valor contábil (de inventário) (Book value)

Importância que se registra de uma partida nos registros contábeis. No caso de ativos fixos, consiste no custo destes menos sua depreciação acumulada.

Valor em risco (Value at risk – VAR)

Medida estatística de risco de mercado que estima a perda máxima que poderia registrar um portfólio em um intervalo de tempo e com certo nível de confiança. Cabe destacar que tal definição é válida unicamente em condições normais de mercado, já que em momentos de crise e turbulência a perda esperada se define por provas de stress ou valores extremos.

Valor de mercado (Market value)

Valor que seria obtido por um determinado produto em um momento determinado se este fosse posto à venda supondo-se condições normais e informação perfeita no mercado. Preço pelo qual um título ou Valor (ação, bônus, entre outros) é comercializado (comprando ou vendendo) neste mercado. O preço de mercado é independente do valor ao par, mas depende da oferta e demanda de mercado. O preço para um objeto (uma propriedade ou bem de raiz ou um título ou Valor), obtido em mercado aberto sob circunstâncias normais; Geralmente o preço de mercado difere do ingresso produzido pelo dito Valor. Para a valorização das propriedades de ativos ou passivos a uma determinada data de corte, tal como a registrada na “posição de saldos de investimento e dívida com o exterior” da balança de pagamentos, o preço ou valor de mercado é dado pela cotação do mercado. Não obstante, as transações que podem ser realizadas com estas propriedades terão seus próprios preços no momento da transação.

Valor de renda fixa (Fixed income securities)

Título ou Valor que produz juros fixos pagos periodicamente, em datas fixas e em percentagens sempre iguais, determinados previamente por seu emissor.

Valor de renda variável (Variable income security)

Título ou Valor cuja rentabilidade em forma de dividendos não é fixa e dependerá de determinados fatos relacionados com a empresa emissora, como os benefícios obtidos, política de distribuição de dividendos, etc. São valores de renda variável as ações, as obrigações convertíveis e as participações em fundos de investimentos, entre outros.

Valor do fundo (Fund value)

Valor do patrimônio aportado por pessoas físicas ou jurídicas para seu investimento em diversos Valores, administrado por um terceiro (sociedade administradora dos fundos), por conta e risco dos participantes ou investidores, que percebem os benefícios através das revalorizações de seus aportes e suportam as eventuais perdas.

Valor intrínseco (Intrinsic value)

Nas opções, diferença existente entre o preço de exercício e o valor de mercado do ativo subjacente. Uma opção de compra terá valor intrínseco quando o preço do exercício for inferior ao valor do ativo subjacente; no caso oposto, seu valor intrínseco será igual a zero, mas nunca negativo. Em uma opção de venda, seu valor intrínseco será positivo quando o preço de exercício for superior ao valor do ativo subjacente.

Valor nominal (Face value)

O valor de um bem ou serviço expresso em preços correntes que, em contraste com o valor real, não inclui os efeitos da inflação. Valor que aparece impresso em um documento, como por exemplo uma ordem d pagamento, bônus, hipoteca, letra de câmbio, ação, entre outros.

Valor presente líquido (VPN) (Net present value)

Critério financeiro para a análise de projetos de investimento que consiste em determinar o valor atual dos fluxos de caixa que se esperam no transcurso do investimento, tanto dos fluxos positivos como das saídas de capital (incluído o investimento inicial), onde estas são representadas com sinal negativo, mediante seu desconto a uma taxa ou custo de capital adequado ao valor temporário do dinheiro e ao risco do investimento. Segundo este critério, recomenda-se realizar aqueles investimentos cujo valor atual líquido seja positivo.

Valoração ou valorização (Valuation)

Determinação do valor ou do preço de um bem ou serviço. Em contas monetárias é a atualização do valor dos ativos e passivos internacionais pelo efeito da paridade cambial ou por ajustes efetuados de acordo com os índices de inflação.

Venda (Sale)

Transação mercantil que representa a entrega de um artigo de comércio, uma partida de mercadorias ou propriedades ou bens, um direito ou um serviço em troca de efetivo, promessa de pagamento ou equivalente em dinheiro; registra-se e consigna-se em função da quantidade de efetivo, promessa de pagamento ou equivalente monetário.

Vantagem absoluta (Absolute advantage)

Capacidade de um país para produzir determinado bem a um custo menor que o resto dos países. A teoria da vantagem absoluta defende que os países devem especializar-se em bens para cuja produção empregam menor quantidade de inputs que os demais países e exportar parte desses para comprar os bens que outro país produz com menor custo. O comércio internacional não é regido por esta teoria, mas pela teoria da vantagem comparativa.

Vantagem comparativa (Comparative advantage)

Um país tem vantagem comparativa na produção de um bem se o custo de oportunidade na produção deste bem em relação a outros bens é inferior neste país no confronto com outros países. De acordo com a Teoria Ricardiana do Comércio Internacional, o comércio entre dois países pode beneficiar a ambos se cada um exporta os bens que têm uma vantagem comparativa. A teoria da vantagem comparativa defende que os países produzam com menores custos relativos. Esta teoria, diferentemente da teoria da vantagem  absoluta,  não defende a produção daquele bem que resulte mais barato, mas opta pela produção daquele bem no qual se tenha melhores custos comparativos, ainda que em termos absolutos sua produção resulte mais cara que a do bem anterior.

Venture capital

Consiste em um investimento feito para o lançamento, desenvolvimento inicial ou expansão de um negócio. Os fundos podem ser fornecidos por instituições investidoras internacionais ou por particulares que estejam preparados para arriscar-se em uma empresa. Também é conhecido como capital de risco.

Volatilidade (Volatility)

Unidade de medida estatística (desvio padrão) que indica a tendência de uma variável a apresentar mudanças bruscas em um determinado período de tempo.

Volume de exportações (Export volume)

Exportações expressas em uma medida física de valor (toneladas, p.ex.) (ver índice de volume de exportação).

Volume de importações (Import volume)

Importações expressas em uma medida física de valor (toneladas, p.ex.) (ver Índice de volume de importação).

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(W)

Warrant

Contrato ou instrumento financeiro derivado que outorga ao comprador o direito, mas não a obrigação, de adquirir em uma data e a um preço determinados, uma ou várias ações da sociedade emissora da obrigação. Os warrants supõem um incremento da rentabilidade das obrigações que acompanham, o que facilita sua colocação no mercado. No âmbito mercantil é um resguardo emitido pelos armazéns gerais de depósito quando são depositados neles um conjunto de mercadorias de propriedade de um devedor. Este documento é entregue ao credor e implica na penhora das mercadorias anteriores, de forma que, se na data de vencimento do crédito o devedor não pagar, o credor poderá exigir a venda das mercadorias necessárias para saldar aquela dívida em leilão (subasta) público e com a intervenção de um agente de comércio ou tabelião.

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(X)

 

(Y)

Yield

Nome em inglês que expressa a taxa de retorno sobre um investimento (bônus, valores, entre outros). Expressa-se em termos percentuais, usualmente a uma taxa anual. No caso de ações é a rentabilidade por dividendo de uma ação cotada. No caso de bonds é a taxa cupom de juros dividida pelo preço de compra, o valor de resgate e o tempo que falta para o vencimento.

Yield curve

Ilustração gráfica da relação entre o rendimento e o prazo de vencimento de um investimento; normalmente a maiores prazos correspondem maiores riscos e maiores taxas de juros. Sem dúvida, existem outros fatores que influem na tendência da curva, como as expectativas de inflação, tanto dos investidores quanto dos mutuários.

Yield spread

É a diferença nos rendimentos de diferentes instrumentos e calcula-se balizando o rendimento de um instrumento com o de outro instrumento.

Banco Central da Reserva do Peru 217

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(Z)

Zona de livre comércio (Free trade zone)

Consiste na eliminação das barreiras de comércio e aos pagamentos entre países ou bloqueios, para permitir o livre acesso aos produtos sem mais custos que o de transporte. Assim mesmo, cada país conserva o direito de fixar tabelas a respeito dos países que não são membros. Ver também União Aduaneira.

Zona do Euro (Eurozone)

Zona que engloba os Estados membros da União Monetária Européia (UME) que adotaram o Euro e aqueles que executam uma política monetária única sob a responsabilidade dos órgãos de decisão do Banco Central Europeu (BCE). A zona do euro está formada atualmente pelos seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, França, Finlândia, Grécia Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta e Portugal.

Zona monetária (Currency zone)

Território que geralmente abrange vários países que estabelecem liberdade de movimentação de capitais entre eles, além de relações monetárias especiais, como a adoção de uma moeda única ou um sistema de paridades entre suas moedas. Um bom exemplo é o Sistema Monetário Europeu.